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Singapura Executa Mulher pela Primeira Vez por Tráfico de Drogas em Quase 20 Anos

Execução polêmica em Singapura reacende críticas à pena de morte por tráfico de drogas


Na sexta-feira (28/07), Singapura realizou uma execução rara, marcando a primeira vez em quase 20 anos que uma mulher foi condenada à morte no estado. Saridewi Djamani, uma cidadã de Singapura de 45 anos, foi considerada culpada por tráfico de 30g de heroína em 2018.

A execução de Saridewi aconteceu apenas alguns dias após outro cidadão de Singapura, Mohd Aziz bin Hussain, ter sido enforcado por tráfico de drogas. O caso de Saridewi representa a 15ª execução relacionada a drogas em Singapura desde março de 2022, destacando a posição intransigente do país em relação a crimes de drogas.

Singapura é conhecida por suas rígidas leis antidrogas, que incluem a pena de morte para indivíduos pegos traficando mais de 500g de cannabis ou 15g de heroína. O Bureau Central de Narcóticos (Central Narcotics Bureau - CNB) de Singapura afirmou que Saridewi teve um julgamento justo e recebeu "pleno devido processo legal" de acordo com o sistema legal do país.

Apesar de apelos e de uma petição por perdão presidencial, o destino de Saridewi permaneceu inalterado, levando à sua execução na sexta-feira. Ela é a segunda mulher a enfrentar a pena capital em Singapura desde 2004, quando Yen May Woen, uma cabeleireira condenada por tráfico de drogas, foi executada.

Durante o julgamento, Saridewi admitiu ter vendido drogas como heroína e metanfetamina de sua residência, mas minimizou a escala de suas atividades. No entanto, o juiz See Kee Oon proferiu um veredicto de culpa e a subsequente pena de morte.

As autoridades de Singapura justificam suas rígidas leis antidrogas, argumentando que elas contribuem para tornar Singapura um dos lugares mais seguros do mundo. No entanto, críticos, incluindo o bilionário britânico Sir Richard Branson, questionam a eficácia da pena de morte como dissuasão ao crime. Branson expressou suas preocupações no Twitter, afirmando que traficantes de drogas de pequena escala muitas vezes precisam de ajuda em vez de uma punição severa.

Grupos de direitos humanos, como a Anistia Internacional, também se opõem ao uso da pena de morte por crimes relacionados a drogas, afirmando que não há evidências que comprovem sua eficácia como dissuasão. Eles veem a decisão de Singapura de prosseguir com as execuções como uma desobediência às salvaguardas internacionais.

Além de Singapura, apenas China, Irã e Arábia Saudita realizaram recentemente execuções relacionadas a drogas. Apesar das críticas internacionais, Singapura mantém sua posição, contando com amplo apoio público à pena de morte em casos de tráfico de drogas.

Enquanto o caso de Saridewi desperta debates sobre a eficácia e ética da pena de morte, Singapura mantém sua posição firme no combate aos crimes relacionados a drogas e na preservação de sua reputação como um refúgio seguro.

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