8/21/2023 06:12:00 PM

Um bombardeiro Tupolev Tu-22, considerado o flagship da Rússia, foi destruído em um ousado ataque de drone conduzido pela Ucrânia, de acordo com relatos recentes. Imagens impactantes postadas nas redes sociais mostram o Tu-22 em chamas na base aérea de Soltsy-2, localizada ao sul de São Petersburgo.
Moscou, no entanto, afirmou que um pequeno drone foi alvo de tiros de armas leves, embora ainda assim tenha conseguido "danificar" a aeronave. Até o momento, não houve nenhum comentário oficial da Ucrânia a respeito do incidente.
O Tupolev Tu-22 é reconhecido por sua capacidade de atingir velocidades até duas vezes a do som, sendo uma peça-chave nas ações de ataque russas a cidades na Ucrânia. O Ministério da Defesa russo divulgou uma declaração que descreve o ataque como sendo realizado por um "UAV tipo copter", ocorrido por volta das 10:00 no horário de Moscou.
Embora Moscou tenha afirmado que a aeronave foi danificada e que não houve vítimas, imagens compartilhadas na plataforma de mídia social Telegram mostram um incêndio devastador envolvendo a aeronave, claramente identificável pelo característico cone do nariz do Tu-22.
Ainda que a destruição de um único avião possa ter um impacto limitado na considerável frota russa, esse incidente ressalta a crescente habilidade de Kiev de atingir alvos no interior do território russo. Nos últimos meses, a Ucrânia lançou uma série de aeronaves não tripuladas em direção a Moscou, numa jornada de centenas de milhas. A base de Soltsy-2, onde ocorreu o ataque, está a cerca de 400 milhas (650 km) da fronteira com a Ucrânia.
A descrição do drone como um "UAV tipo copter" pelo Ministério da Defesa russo sugere um dispositivo de baixo custo e comercialmente disponível, lançado a curta distância.
O Tu-22, codinome "Backfire" pela OTAN, é um bombardeiro supersônico de asa de geometria variável, remanescente da Guerra Fria. Embora seja um modelo mais antigo, como o Tu-22M3, ele ainda é capaz de alcançar velocidades de Mach 2 (aproximadamente 2.300 km/h) e carregar até 24.000 kg de armamento, incluindo bombas e mísseis teleguiados. O avião tem sido utilizado em conflitos na Síria, Chechênia, Geórgia e mais recentemente na Ucrânia.
Promotores em Kiev relatam que um míssil lançado por um Tu-22 atingiu um prédio residencial em Dnipro em janeiro, resultando na morte de 30 pessoas. Segundo eles, o 52º Regimento de Aviação de Bombardeiros da Guarda da Rússia realizou o ataque. O regimento está baseado em Soltsy-2.
Por meio da comparação de pistas visuais, como características das aeronaves e das baias, com imagens de satélite históricas da base aérea, foi confirmado a localização do ataque de drone ucraniano a Soltsy-2. As condições meteorológicas no momento do ataque - úmido e nublado - também coincidiram com as imagens, bem como outras fotografias de testemunhas do incidente.
Em outro desenvolvimento, na região de Kaluga, na Rússia, houve relatos de um ataque de drone que danificou outra aeronave militar. As informações foram divulgadas pelo serviço de inteligência de defesa da Ucrânia, mas a mídia russa negou a existência de qualquer dano.
Esse incidente reforça a crescente tensão entre Rússia e Ucrânia, evidenciando as estratégias cada vez mais inovadoras que Kiev vem adotando para atingir alvos no interior do território russo. Enquanto o ataque não deve abalar significativamente a capacidade bélica russa com sua frota de 60 aeronaves, ele destaca a determinação da Ucrânia em confrontar a presença militar russa em seu território e além.
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