8/11/2023 02:53:00 PM

O procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, anunciou hoje, sexta-feira (11/08), que o promotor federal David Weiss terá independência total para investigar possíveis negócios impróprios de Hunter Biden, filho do presidente Joe Biden. Com essa decisão, Weiss passa a atuar como conselheiro especial, o que lhe confere maior liberdade em suas investigações do que quando exercia o cargo de promotor federal.
Essa mudança ocorre em meio a crescentes preocupações dos republicanos sobre a conduta comercial de Hunter Biden e acusações não comprovadas de que o presidente Joe Biden teria se beneficiado desses empreendimentos. Os republicanos alegaram que o presidente Biden teria lucrado com os negócios do filho na Ucrânia e na China, inclusive levantando a possibilidade de um impeachment.
A Casa Branca refutou categoricamente essas alegações, rotulando-as como "teorias da conspiração infundadas" e reafirmando que o presidente não teve envolvimento nos negócios do filho.
Até o momento, as extensas investigações conduzidas por Weiss não revelaram qualquer evidência de que Hunter Biden tenha se aproveitado do poder político de seu pai para ganho pessoal. Hunter, de 53 anos, desempenhou diversos papéis profissionais, incluindo lobby, advocacia, consultoria e finanças.
Além disso, Weiss também acusou Hunter Biden de evasão fiscal em 2017 e 2018, bem como de posse ilegal de uma arma de fogo durante um período de vício em drogas. Esse é o terceiro caso em que o procurador-geral Garland nomeia um promotor com maior autonomia para conduzir investigações. Em casos anteriores, essa abordagem resultou em processos criminais contra o ex-presidente Trump.
Outra investigação em andamento é a de Robert Hur, que avalia se Biden utilizou documentos de maneira imprópria ao deixar o cargo de vice-presidente em 2017.
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