9/05/2023 02:48:00 PM

A história intrigante da humanidade antiga: Há cerca de 900.000 anos, nossa espécie enfrentou uma ameaça existencial, quando a população global diminuiu para meros 1.280 indivíduos reprodutores, de acordo com uma pesquisa recente. O estudo, publicado na revista Science, foi conduzido por cientistas da China, Itália e Estados Unidos, usando um inovador modelo computacional e informações genéticas de 3.154 genomas humanos atuais.
A descoberta surpreendente revela que aproximadamente 98,7% dos nossos ancestrais foram perdidos nesse evento, que coincidiu com mudanças climáticas dramáticas durante a transição do meio Pleistoceno. Períodos glaciais mais longos e intensos resultaram em temperaturas mais baixas e condições climáticas extremamente secas.
Os pesquisadores também sugerem que o controle do fogo e uma mudança climática favorável podem ter contribuído para um posterior aumento rápido da população, cerca de 813.000 anos atrás. Curiosamente, a evidência mais antiga do uso do fogo para cozinhar alimentos remonta a 780.000 anos atrás, em Israel.
Essa descoberta levanta novas questões fascinantes sobre onde esses indivíduos sobreviveram, como enfrentaram as mudanças climáticas catastróficas e se a seleção natural durante esse período de escassez populacional acelerou a evolução do cérebro humano.
Em um comentário publicado na mesma revista, especialistas no campo da evolução humana consideraram o estudo "provocativo", ressaltando a importância de examinar as evidências arqueológicas e humanas para validar esse evento único na história da humanidade. O registro fóssil sugere que as espécies humanas antigas viveram dentro e fora da África durante esse período crítico, em locais que variam da China ao Reino Unido.
Essa pesquisa lança luz sobre uma das épocas mais misteriosas de nossa história evolutiva e nos desafia a explorar o passado humano de maneiras totalmente novas.
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