9/15/2023 09:47:00 AM

O telescópio espacial James Webb capturou uma imagem extraordinária que nos permite vislumbrar uma estrela jovem, semelhante ao nosso próprio Sol quando era apenas uma criança cósmica, expelindo matéria em forma de dois jatos em direções opostas. Esta imagem é revolucionária, com uma resolução de 5 a 10 vezes maior do que qualquer imagem anterior do astro conhecido como HH 21.
Os jatos, também chamados de bipolares devido à sua natureza dual e movimento oposto, são fenômenos comuns ao redor de estrelas jovens e núcleos de galáxias. Eles são formados pelo lançamento de material a velocidades incrivelmente altas, resultando em estruturas alongadas.
Esta estrela, denominada Herbig-Haro 211 (HH 211), está situada a cerca de 1.000 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Perseu. Os Herbig-Haro são áreas brilhantes que cercam estrelas recém-nascidas, formadas quando os ventos estelares ou jatos de gás expelidos por essas estrelas causam ondas de choque em alta velocidade.
O jato bipolar viaja pelo espaço interestelar em velocidades supersônicas e é um dos fluxos protoestelares mais jovens e próximos conhecidos. Com apenas algumas dezenas de milhares de anos de idade e uma massa equivalente a apenas 8% da do nosso Sol atual, o HH 211 é como uma versão infantil do nosso Sol.
A formação desses jatos ainda é um mistério, mas os astrônomos acreditam que os campos magnéticos desempenham um papel crucial em seu surgimento. Esses jatos são observados não apenas em protoestrelas, mas também em estrelas de nêutron e buracos negros, destacando sua importância no cosmos.
Segundo a astrofísica Roberta Duarte, "Esses jatos de matéria podem percorrer centenas de milhares de anos-luz. Embora não saibamos exatamente como são formados, existem muitas evidências de que os campos magnéticos desempenham um papel fundamental em sua criação."
A NASA relata que as estruturas de saída da parte interna do HH 211 alcançam velocidades impressionantes de 80 a 100 quilômetros por segundo. Esta imagem oferece uma oportunidade excepcional para estudar estrelas recém-nascidas e seus fluxos, uma vez que o HH 211 emite luz infravermelha, tornando-o ideal para observação pelo Webb.
Esta imagem, com sua incrível nitidez, representa um marco na nossa compreensão do HH 211 e do universo em formação. Como observa Roberta Duarte, "Ela pode, de fato, se tornar uma estrela como o Sol. Esta mistura está se formando, e ainda há um longo caminho para que ela se torne uma estrela completa, semelhante ao nosso Sol."
Comentários
Postar um comentário