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Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara delibera sobre projetos 'anticrime'

Presidente Caroline de Toni pauta propostas para endurecer o Código Penal em meio a queda na avaliação do governo e aumento da criminalidade


Na sua primeira reunião como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) impulsionou um conjunto de projetos de lei destinados a endurecer o Código Penal, sob a bandeira dos chamados projetos "anticrime".

Caroline de Toni, uma figura proeminente na ala bolsonarista e reconhecida por suas posições conservadoras, assumiu recentemente o comando da CCJ, uma comissão de grande relevância no cenário político brasileiro, por sua atribuição de analisar a constitucionalidade dos projetos de lei, tendo o poder de barrar propostas em tramitação.

Em um momento em que pesquisas indicam uma queda na avaliação do governo Lula, com a segurança pública destacando-se negativamente, a agenda "anticrime" ganha destaque. Segundo dados da AtlasIntel, a área de segurança pública apresenta uma avaliação de 24% como ótimo/bom (contra 36% em janeiro) e 66% como ruim/péssimo (contra 52% em janeiro).

Na próxima sessão da CCJ, marcada para terça-feira (12/03), três projetos de lei "anticrime" estão na pauta. Um deles propõe uma pena mínima de 25 anos de prisão para reincidentes em crimes graves, como crimes hediondos, dolosos contra a vida, roubo e tráfico de drogas.

Além disso, outra proposta apresentada pela deputada Carla Zambelli (PL-SP) visa ampliar a lista de circunstâncias agravantes no Código Penal, dobrando a pena por estelionato cometido contra mulheres, crianças ou adolescentes para fins de exploração sexual.

O terceiro projeto em pauta, de autoria do deputado Pastor Gil (PL-MA), também busca endurecer as penas para o crime de estelionato, triplicando a punição quando a vítima for uma criança, adolescente, idoso, pessoa com deficiência ou com baixo nível de escolaridade.

Essas propostas refletem uma resposta legislativa às preocupações crescentes com a segurança pública e à demanda por medidas mais severas contra crimes graves e que afetam grupos vulneráveis da sociedade. No entanto, o debate em torno desses projetos certamente será acalorado, com defensores e opositores expressando suas opiniões sobre o equilíbrio entre a segurança pública e os direitos individuais.

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