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Presidente Lula propõe lei para regulamentar trabalho por aplicativos

Proposta de lei visa garantir direitos dos motoristas de aplicativos, mas desafios persistem com entregadores de delivery


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está prestes a apresentar ao Congresso Nacional um projeto de lei que visa regulamentar o trabalho por aplicativos de transporte de pessoas. Esta iniciativa, marcada para segunda-feira (04/03), estabelece remuneração mínima e contribuição previdenciária para os motoristas de plataformas como Uber e 99, após dez meses de negociações.

A proposta, que conta com o apoio do Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e envolveu representantes das empresas de transporte por aplicativo, sindicatos e associações de motoristas, prevê uma remuneração mínima por hora trabalhada e contribuição ao INSS.

Entretanto, é importante notar que esta regulamentação se aplica apenas aos aplicativos de transporte de passageiros, deixando de fora os serviços de entregas, como iFood e Rappi. Para estes últimos, o governo planeja uma abordagem separada, considerando as diferenças nas negociações e necessidades das partes envolvidas.

O projeto em questão não estabelece um vínculo formal de trabalho, mas propõe uma remuneração mínima e uma contribuição previdenciária. Os motoristas terão garantido um pagamento mínimo por hora trabalhada, enquanto as empresas serão responsáveis por pagar uma alíquota de 20% ao INSS, com uma contribuição complementar de 7,5% por parte dos trabalhadores.

Este acordo proporciona previsibilidade e segurança jurídica, evitando situações de incerteza, como a ocorrida anteriormente em relação à Uber. Para o governo, representa um cuidado com os trabalhadores autônomos, garantindo-lhes proteção previdenciária.

No entanto, o impasse persiste com os entregadores de delivery, que consideram as propostas das empresas como "inaceitáveis". Caso não haja acordo com essas plataformas, o governo está disposto a elaborar um projeto de lei separado para definir os parâmetros trabalhistas entre os motoboys e as empresas de entregas.

Em suma, a proposta de regulamentação do trabalho por aplicativos de transporte de pessoas representa um avanço na proteção dos direitos dos trabalhadores autônomos, mas ainda há desafios a enfrentar em relação aos serviços de entregas.

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