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Primeira Marcha Transmasculina de São Paulo busca visibilidade e respeito para a comunidade transmasculina

Evento histórico na capital paulista destaca demandas e desafios únicos enfrentados pela comunidade transmasculina


No próximo domingo (03/03), a capital paulista será palco da primeira edição da Marcha Transmasculina de São Paulo, organizada pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades - Núcleo São Paulo (Ibrat-SP). O evento tem como objetivo principal conquistar reconhecimento, visibilidade e respeito para a comunidade transmasculina.

De acordo com o manifesto do Ibrat-SP para a marcha, as transmasculinidades enfrentam um histórico de apagamento de sua identidade e demandas específicas. Desde o nascimento, quando são designadas como do gênero feminino, essas pessoas sofrem com violência e silenciamento constantes. O documento ressalta a necessidade urgente de incluir as demandas da comunidade transmasculina nas políticas públicas e agendas políticas.

O termo transmasculinidade engloba indivíduos cujas identidades de gênero são masculinas, independentemente de se considerarem homens ou não. O manifesto destaca questões como fragilidade das políticas públicas, falta de acesso à saúde integral, direitos reprodutivos e parentais, empregabilidade, inclusão econômica, acesso à educação e moradia adequada.

A marcha também visa combater a invisibilidade que leva a diversas formas de violência. O Brasil é o país que mais mata travestis no mundo, principalmente negras, e também é o país que registra o maior número de suicídios entre pessoas transmasculinas.

Com o ano de 2024 sendo de eleições municipais, o Ibrat-SP solicita que as demandas específicas das transmasculinidades sejam incluídas nas agendas políticas. A marcha, além de ser um passo coletivo nessa direção, destaca as experiências, desafios e necessidades únicas enfrentadas pela comunidade transmasculina.

Originalmente programada para fevereiro, mês da visibilidade transmasculina, a marcha foi adiada para evitar conflito com os eventos carnavalescos. O evento acontecerá no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, com oficinas e ações de saúde sexual. Posteriormente, os participantes seguirão em uma caminhada até a praça Dom José Gaspar, no centro, onde estão previstas apresentações artísticas e discursos políticos.

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