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Subsecretário dos EUA critica medidas de Maduro e defende democracia na Venezuela

Brian A. Nichols ressalta importância de restaurar direitos políticos em fórum sobre América Latina


Durante um fórum organizado pelo grupo de reflexão Sociedade das Américas/Conselho das Américas em Washington, o subsecretário de Estado dos Estados Unidos para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Brian A. Nichols, fez críticas contundentes ao governo Maduro, afirmando que está tomando medidas "na direção errada". Nichols destacou a importância de restaurar os direitos políticos dos candidatos, citando o caso da líder opositora María Corina Machado, cuja candidatura foi barrada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela.

O subsecretário enfatizou que a recusa de Maduro em restaurar os direitos políticos dos candidatos, como Machado, e o assédio e prisão de muitos de seus apoiadores são passos na direção errada. Ele argumentou que tais ações são prejudiciais não apenas para a Venezuela, mas também para os interesses dos Estados Unidos e favorecem os adversários do país na região.

Nichols ressaltou o compromisso dos Estados Unidos em apoiar o progresso democrático na Venezuela, trabalhando em conjunto com a comunidade internacional para garantir o direito da oposição venezuelana de escolher seu candidato e do povo venezuelano de eleger seu próximo presidente. Ele afirmou que o status quo na Venezuela é prejudicial e não contribui para o avanço da democracia na região.

O anúncio das eleições presidenciais para 28 de julho pelo Conselho Nacional Eleitoral gerou reações, incluindo críticas de Machado, que considera o processo injusto e uma tentativa de ignorar os direitos dos venezuelanos. Ela argumenta que a decisão de barrar sua candidatura é ilegal e representa uma violação dos princípios democráticos.

Até o momento, o governo venezuelano não se pronunciou sobre as declarações de Nichols. Enquanto isso, a comunidade internacional continua observando de perto a situação na Venezuela, buscando promover uma solução pacífica e democrática para a crise política que assola o país.

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