4/06/2024 01:25:00 AM

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma nova regulamentação proibindo a comercialização de álcool líquido 70%, retomando a medida que havia sido autorizada temporariamente em 2020, em resposta à emergência sanitária causada pela pandemia de Covid-19. Com o término do prazo da última autorização em dezembro do ano passado, a agência decidiu revogar a permissão e estabelecer diretrizes para a transição.
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, os estabelecimentos comerciais que ainda possuem estoques do produto terão um prazo limite até o dia 30 de abril para esgotá-los e retirá-los de circulação. Essa medida visa garantir a segurança e a proteção da população diante dos riscos associados ao uso do álcool líquido 70%.
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) esclareceu que a venda do álcool líquido 70% estará restrita a locais como hospitais, laboratórios e empresas que necessitam de uma esterilização específica, justificando assim a manutenção do acesso para fins essenciais.
É importante salientar que a venda do álcool em gel, que apresenta a mesma eficácia na limpeza e desinfecção, continua liberada para o público em geral. Esta alternativa tem sido amplamente adotada e reconhecida como uma medida eficaz na prevenção da propagação de doenças infecciosas, incluindo o novo coronavírus.
A decisão da Anvisa de proibir novamente a comercialização do álcool 70% na versão líquida está fundamentada no fato de que o produto é altamente inflamável, representando riscos significativos, especialmente quando utilizado de forma inadequada.
Antes mesmo da pandemia de Covid-19, a venda do álcool líquido já era proibida devido ao elevado número de acidentes causados por queimaduras e ingestão, sobretudo envolvendo crianças. Em 2002, essa proibição foi estabelecida visando proteger a população de potenciais danos e incidentes relacionados ao uso desse produto.
Diante dessas considerações, a Anvisa reforça a importância da adoção de medidas seguras e responsáveis no manejo de produtos químicos, especialmente aqueles com alto potencial de risco para a saúde pública. A transição para alternativas mais seguras e adequadas é essencial para garantir a proteção e o bem-estar da população.
Comentários
Postar um comentário