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Avanços russos na Ucrânia: desafios e urgência de apoio internacional

Análise dos avanços táticos russos e necessidade de resposta efetiva da comunidade internacional em meio a críticas à comunicação militar ucraniana


Forças russas avançam em múltiplos locais ao longo da frente oriental da Ucrânia, incluindo na região norte de Kharkiv, destacando a urgência de apoio militar externo para Kiev.

Esses avanços táticos, embora modestos em extensão, ocorrem diariamente em diversos pontos. Críticas à comunicação militar ucraniana surgem em meio às perdas territoriais e à necessidade de atualizações mais precisas.

A situação, com pequenos ganhos russos e embates contínuos, indica uma possível ofensiva mais ampla no futuro. Os desafios enfrentados pela Ucrânia incluem não apenas a necessidade de armamento, mas também questões de mão de obra, destacando a importância de medidas de mobilização em curso.

Muitos analistas ocidentais e autoridades ucranianas consideram o atual ritmo acelerado da Rússia como um precursor de uma grande tentativa de ofensiva no final da primavera.

Supõe-se também que Moscou queira aproveitar sua vantagem significativa em munição antes que os suprimentos dos EUA — autorizados na semana passada após seis meses de estagnação política — cheguem às linhas de frente.

O Institute for the Study of War (ISW) avalia que haverá mais reveses de curto prazo para a Ucrânia, embora sem grandes derrotas estratégicas.

“É provável que as forças russas obtenham ganhos táticos significativos nas próximas semanas, enquanto a Ucrânia espera que a assistência de segurança dos EUA chegue à frente de batalha, mas é improvável que consigam sobrepujar as defesas ucranianas”, escreve o instituto.

A outra grande fraqueza quantitativa da Ucrânia, que também ajuda a explicar as trajetórias recentes do campo de batalha, é a mão de obra. Uma nova lei de mobilização entrará em vigor no próximo mês, o que deve melhorar os processos de recrutamento.

Mas Kiev tem se mostrado muito relutante em dizer claramente de quantos soldados mais precisa, enquanto Moscou continua aumentando os números.

“É claro que a qualidade (dos combatentes russos) varia, mas a vantagem quantitativa é um problema sério, escreve Rob Lee, do Foreign Policy Research Institute, no X.

“Sem (sua) vantagem de mão de obra, a artilharia russa e a vantagem do poder aéreo não seriam suficientes para que a Rússia obtivesse ganhos no campo de batalha. A situação relativa da mão de obra é provavelmente o fator mais importante que determinará a trajetória da guerra, especialmente se a Rússia puder manter o recrutamento de 20 a 30 mil pessoas por mês”, acrescenta Lee.

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