4/07/2024 05:28:00 PM

Após a invasão da embaixada do México em Quito na última sexta-feira, seguida pelo rompimento das relações entre México e Equador, o presidente Andrés Manuel López Obrador instruiu a retirada imediata de todos os diplomatas mexicanos e suas famílias do Equador. A ministra das Relações Exteriores, Alicia Bárcena, anunciou em pronunciamento televisivo que o retorno dos 18 diplomatas será coordenado para a Cidade do México em um voo comercial. A embaixada mexicana no Equador permanecerá fechada por tempo indeterminado, junto com os serviços consulares.
A invasão da sede diplomática mexicana em Quito foi uma resposta à tentativa de prisão do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, condenado por corrupção. A ação policial, que incluiu pulo de muro e confronto com o chefe da missão mexicana, Roberto Canseco, provocou indignação internacional e repúdio generalizado.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou alarme pela violação do princípio de inviolabilidade das missões diplomáticas, enfatizando o perigo que representa para as relações internacionais. A Organização dos Estados Americanos reiterou a obrigação de respeitar a inviolabilidade das missões diplomáticas e condenou qualquer ação que as coloque em risco.
A medida adotada pelo governo equatoriano foi amplamente criticada por violar a Convenção de Viena, que garante a inviolabilidade dos locais diplomáticos. O Itamaraty condenou firmemente a invasão e alertou para o grave precedente que representa.
Diante desse cenário, a retirada dos diplomatas mexicanos e o fechamento da embaixada em Quito marcam um capítulo tenso nas relações entre México e Equador, deixando incertezas sobre o futuro dos laços diplomáticos entre os dois países.
A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos dessa crise diplomática, instando ambas as nações a buscarem soluções pacíficas e respeitosas para resolver suas diferenças. Enquanto isso, a violação da imunidade da embaixada mexicana e a agressão à sua equipe continuam a gerar debates sobre o respeito ao direito internacional e à soberania das missões diplomáticas.
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