4/05/2024 06:03:00 PM

Após um hiato de 17 anos, a Dengue Tipo 3 ressurgiu nas estatísticas de saúde do Rio de Janeiro, confirmando os temores das autoridades de saúde pública. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou nesta sexta-feira (05/04) dois casos da doença, sendo uma mulher de 39 anos, residente em Paraty, e uma criança de um ano, moradora de Maricá. Ambos os casos foram diagnosticados no final de fevereiro e passaram pelo tratamento adequado, com recuperação satisfatória, segundo relatos da SES.
A confirmação dos casos foi realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lancen-RJ) e pelo Laboratório de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), o que evidencia a seriedade da situação e a necessidade de vigilância constante por parte das autoridades de saúde.
A preocupação aumenta devido ao longo período de ausência do sorotipo 3 no estado do Rio de Janeiro, desde 2007. Essa lacuna na circulação do vírus significa que uma grande parcela da população pode estar suscetível à doença, com estimativas apontando cerca de 4,8 milhões de pessoas vulneráveis ao sorotipo.
A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, alertou para a importância de redobrar os cuidados e manter a vigilância, considerando a falta de imunidade da população ao sorotipo 3. Ela ressaltou que os sintomas permanecem os mesmos dos tipos anteriores, incluindo febre alta, dores no corpo, náuseas e vômitos.
Embora os casos predominantes de dengue este ano tenham sido dos tipos 1 e 2, com o tipo 1 em particular, o estado permanece em alerta máximo devido aos altos índices da doença. O decreto de epidemia de dengue no Rio de Janeiro continua em vigor, com números alarmantes: até o momento, foram registrados 186.624 casos prováveis e 91 óbitos confirmados.
Apesar de uma tendência de queda nos números, o Excesso de Casos (EC) ainda permanece acima de dez vezes por três semanas consecutivas, indicando a necessidade contínua de monitoramento e ações preventivas por parte das autoridades de saúde em todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro. A população é incentivada a adotar medidas de prevenção, como eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e busca por cuidados médicos ao apresentar sintomas suspeitos da doença.
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