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Ex-presidente equatoriano Rafael Correa critica prisão de ex-vice-presidente e embate diplomático com o México

Crise diplomática e condenação de detenção de Jorge Glas revelam tensões políticas na América Latina


O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, lançou duras críticas à prisão de seu antigo companheiro de governo, o ex-vice-presidente Jorge Glas, descrevendo-a como um ato sem precedentes na história latino-americana. Correa expressou sua indignação após a polícia equatoriana entrar na embaixada mexicana em Quito e deter Glas, que estava asilado no local desde dezembro de 2023.

Em uma série de postagens nas redes sociais, Correa acusou o governo de Daniel Noboa de violar a soberania nacional e comparou a ação a atos cometidos durante as piores ditaduras. Ele não poupou críticas ao presidente equatoriano, filho do magnata do setor de bananas Álvaro Noboa, descrevendo-o como um líder improvisado que confunde os interesses do país com os de suas próprias plantações.

Além disso, Correa responsabilizou Daniel Noboa pela segurança e integridade física e psicológica de Jorge Glas, enquanto expressava sua solidariedade ao México por conceder asilo político ao ex-vice-presidente equatoriano.

O embate diplomático entre Equador e México atingiu novos patamares quando a embaixadora mexicana em Quito foi declarada "persona non grata" após críticas feitas pelo presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, sobre as eleições equatorianas de 2023. López Obrador sugeriu que o segundo turno das eleições ocorreu de maneira questionável, levantando preocupações sobre o uso da mídia e a violência durante a campanha.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Equador classificou os comentários de López Obrador como "infelizes" e reiterou o compromisso do país com a não intervenção nos assuntos internos de outras nações, enfatizando a necessidade de respeito à dignidade e soberania equatorianas. A troca de provocações entre os dois países ressalta a complexidade das relações diplomáticas na América Latina.

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