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Família consegue enterrar mulher que teve corpo trocado em hospital no RJ

Após confusão em hospital municipal de Duque de Caxias, família finalmente sepulta corretamente ente querido, enquanto busca por respostas e justiça


Após dias de grande angústia, a família de Rosa Maria Marinho Medrado, 70 anos, finalmente conseguiu sepultá-la na manhã de domingo (31/03) no Cemitério Municipal de Nossa Senhora do Pilar, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Este desfecho só foi possível após uma autorização judicial, concedida no sábado (30), para a exumação do corpo de Medrado, que havia sido enterrado por engano pela família de outra pessoa com o mesmo nome.

A tragédia começou quando o corpo de Medrado foi trocado pelo de outra mulher, também chamada Rosa Maria, em um hospital municipal. A descoberta da confusão veio quando a família de Medrado foi informada de que seu corpo não estava mais na unidade hospitalar. Medrado faleceu na quarta-feira (27/03) devido a complicações de um câncer.

O reconhecimento do corpo foi realizado por um papiloscopista, dada a avançada decomposição do cadáver. A investigação está em andamento na Delegacia de Campos Elísios (60ª DP), e as famílias envolvidas pretendem entrar com processos judiciais contra a prefeitura da cidade.

A Prefeitura de Duque de Caxias declarou estar fornecendo apoio psicológico às famílias afetadas e abriu uma sindicância interna para apurar eventuais falhas no processo de identificação dos óbitos na unidade de saúde. Em nota, lamentaram profundamente o ocorrido e reforçaram que não compactuam com condutas irresponsáveis nas unidades de saúde municipais.

A situação gerou indignação e clamor por justiça, pois, como afirmou Bruno Marinho, filho de Rosa Medrado, "alguém tem que pagar por isso, isso não pode mais acontecer com nenhum familiar". As famílias envolvidas enfrentam agora não só o luto, mas também a revolta e a busca por respostas em meio a uma dor que só elas podem compreender.

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