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ONU adverte: dois anos para evitar catástrofe climática

Líderes globais precisam agir agora para conter mudanças climáticas, alerta chefe do clima da ONU


O chefe do clima da ONU lançou um alerta contundente nesta quarta-feira, enfatizando que governos, líderes empresariais e bancos de desenvolvimento têm apenas dois anos para implementar medidas decisivas e evitar consequências desastrosas das mudanças climáticas. Em um discurso direto, ele ressaltou que o aumento das temperaturas globais está minando as agendas políticas e que é absolutamente crucial reduzir pela metade as emissões de gases do efeito estufa até 2030 para limitar o aquecimento global a 1,5°C.

Apesar do conhecimento científico claro sobre a urgência das ações climáticas, as emissões de CO2 relacionadas à energia atingiram níveis recordes no ano passado, e os compromissos atuais para combater as mudanças climáticas estão muito aquém do necessário para conter a crise em curso.

O Secretário Executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas destacou a gravidade da situação, enfatizando que os próximos dois anos são cruciais para salvar o planeta. Ele instou os países do G20, responsáveis por 80% das emissões globais, a agirem com urgência e determinação.

Além disso, enfatizou a importância de alcançar um acordo abrangente sobre financiamento climático na próxima cúpula da ONU em Baku, Azerbaijão, para apoiar os países em desenvolvimento na transição para fontes de energia mais limpas e na adaptação às mudanças climáticas já em curso.

Stiell também defendeu a necessidade de reduzir o tamanho das futuras reuniões da Conferência das Partes (COP) para priorizar resultados eficazes de negociação. Ele ressaltou a importância de aumentar o financiamento climático por meio de medidas como o alívio da dívida, financiamento mais acessível para países mais pobres e a implementação de novas fontes de financiamento internacional, como um imposto sobre as emissões do transporte marítimo.

Em um contexto de eleições em todo o mundo, Stiell alertou que a ação climática muitas vezes é relegada a segundo plano nas agendas políticas, com políticos recuando nas políticas climáticas para atrair eleitores. No entanto, ele enfatizou a urgência de priorizar o combate às mudanças climáticas para proteger o futuro do planeta e assegurar a sustentabilidade das gerações futuras.

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