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Phoenix Fundo de Investimento adquire Emae por R$ 1 bilhão em leilão histórico de privatização

Disputa acirrada marca o início da privatização sob o governo Tarcísio de Freitas e impulsiona investimentos no setor de energia em São Paulo


Na tarde desta sexta-feira, um marco na história da energia em São Paulo foi estabelecido quando a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), última estatal de energia do estado, encontrou seu novo destino nas mãos da empresa Phoenix Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia. Com um lance agressivo de R$ 70,65 por ação, a Phoenix assegurou toda a participação acionária que o estado detinha na companhia, totalizando mais de R$ 1 bilhão em uma transação que superou as expectativas.

O leilão, que teve lugar na sede da B3, em São Paulo, não só marcou a primeira grande privatização sob o governo Tarcísio de Freitas, mas também foi testemunha de uma competição intensa entre três empresas ávidas para adquirir a Emae. A oferta inicial da Phoenix, que começou em R$ 58,15 por ação, subiu rapidamente à medida que a empresa e seus concorrentes, a EDF Brasil Holding e a Matrix Energy Participações, participaram de um duelo de lances em tempo real.

Após uma batalha acirrada, com 53 propostas em viva-voz e uma disputa direta com a EDF, a Phoenix emergiu como a vencedora, garantindo não apenas o controle acionário da Emae, mas também um ágio significativo de 33,68% sobre o valor mínimo inicial estabelecido pelo governo.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expressou sua satisfação com o resultado do leilão, destacando que a transação representa um passo importante para o desenvolvimento econômico do estado. "Quem assume a empresa hoje está pegando uma empresa bacana, com dinheiro em caixa e que tem apresentado resultados. Para nós, o resultado desse leilão foi extraordinário", afirmou o governador.

Marcio Rea, diretor-presidente da Emae, compartilhou a visão positiva do governador, enfatizando que a empresa está bem posicionada para enfrentar os desafios do futuro, com projetos robustos de geração de energia e nenhum passivo financeiro significativo.

A venda da Emae é parte de uma estratégia mais ampla de desestatização do governo, que planeja conceder ou vender outras empresas estaduais ao setor privado. O governador anunciou uma série de projetos em diferentes setores, indicando um compromisso contínuo com a atração de investimentos e o desenvolvimento econômico de São Paulo.

Criada em 1998 a partir da cisão da Eletropaulo, a Emae desempenha um papel crucial na geração de energia por meio de suas usinas hidrelétricas localizadas em São Paulo, Salto, Cubatão e Pirapora do Bom Jesus. Além disso, a empresa é responsável pelo controle dos níveis dos rios Tietê e Pinheiros, contribuindo para a prevenção de alagamentos na região metropolitana de São Paulo.

Apesar da privatização, o serviço de travessia de balsas na Represa Billings continuará sendo oferecido gratuitamente à população, demonstrando o compromisso da empresa com o bem-estar da comunidade.

Até o fim de 2023, a Emae gerou uma receita líquida de R$ 603 milhões e atingiu um valor de mercado de R$ 2,3 bilhões, segundo informações do governo de São Paulo, consolidando seu status como uma empresa de destaque no setor de energia do estado. Com a conclusão do leilão, a Phoenix assume agora a responsabilidade de levar adiante o legado da Emae e contribuir para o progresso contínuo de São Paulo.

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