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Argentina denuncia violação de acordos internacionais pela Venezuela em caso de opositores asilados

Ministra argentina critica retenção de opositores na embaixada em Caracas e exige respeito às leis internacionais


A Ministra das Relações Exteriores da Argentina, Diana Mondino, emitiu uma forte denúncia na quinta-feira (16/05), acusando o governo venezuelano de violar acordos internacionais ao negar salvo-conduto para seis opositores abrigados na embaixada argentina em Caracas. Em entrevista ao canal de notícias NTN 24, em Washington, Mondino destacou que manter essas pessoas contra suas vontades é um claro descumprimento dos convênios internacionais, refutando a decisão do governo venezuelano.

Essa acusação surge após declarações de Diosdado Cabello, uma figura proeminente do chavismo, afirmando que o governo venezuelano não concederá salvo-conduto aos opositores asilados na embaixada argentina desde março. Enquanto isso, o porta-voz do governo argentino, Manuel Adorni, garantiu que há um diálogo em andamento com o Palácio de Miraflores para garantir a saída segura dos opositores, ressaltando os esforços contínuos para resolver a situação de maneira diplomática.

Os seis venezuelanos asilados são membros da equipe da líder opositora María Corina Machado, contra os quais o Ministério Público da Venezuela emitiu mandados de prisão, alegando vínculos com planos de desestabilização e até mesmo conspiração para assassinar o presidente Nicolás Maduro. A situação se agrava com relatos de que quatro deles estão incomunicáveis desde então, levantando preocupações sobre seus direitos e bem-estar.

O governo argentino, após acolher os asilados em sua embaixada, emitiu um comunicado lembrando Caracas de sua obrigação de proteger a integridade das missões diplomáticas, especialmente após um incidente de falta de energia elétrica no edifício diplomático em março. Pedro Urruchurtu, um dos asilados e coordenador internacional da campanha de María Corina Machado, denunciou à rádio argentina que funcionários da empresa estatal de eletricidade roubaram os fusíveis da propriedade, contribuindo para a situação e ressaltando os desafios enfrentados pelos asilados.

No entanto, de acordo com a Convenção sobre Asilo Diplomático de 1954, os Estados são obrigados a permitir a saída imediata dos asilados para território estrangeiro quando o asilo é concedido e solicitado pelo país receptor. O asilo só pode ser concedido em casos de urgência, como perseguição, com risco de vida, liberdade ou integridade pessoal, não sendo permitido para indivíduos condenados ou processados por crimes comuns.

Neste contexto, a situação dos opositores asilados na embaixada argentina em Caracas destaca a importância do cumprimento das leis internacionais e da proteção dos direitos humanos, enquanto as negociações diplomáticas continuam buscando uma resolução pacífica e justa para o impasse entre Argentina e Venezuela.

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