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IA ajudará a identificar judeus mortos no Holocausto

Pesquisadores em Israel utilizam inteligência artificial para recuperar identidades perdidas e revelar histórias esquecidas das vítimas do Holocausto


Pesquisadores em Israel estão empregando avanços na inteligência artificial para vasculhar pilhas de documentos e tentar identificar centenas de milhares de judeus mortos durante o Holocausto, cujos nomes não foram registrados oficialmente.

O Centro Mundial de Memória do Holocausto Yad Vashem, situado em Jerusalém, tem liderado esse esforço ao desenvolver um software alimentado por IA, destinado a aprimorar as buscas por detalhes de vítimas tanto conhecidas quanto desconhecidas.

Esther Fuxbrumer, responsável pelo desenvolvimento de software no centro, explicou que a revisão manual de milhões de registros é uma tarefa monumental, dada a escassez de informações decorrente da brutalidade dos nazistas.

Durante o genocídio, os nazistas frequentemente não registravam adequadamente as identidades das vítimas, o que resultou em lacunas significativas nos registros históricos. Muitos judeus foram mortos indiscriminadamente, sem que sobrassem testemunhas para relatar suas identidades ou destinos.

O novo sistema de IA, desenvolvido ao longo de dois anos, tem mostrado resultados promissores ao analisar uma variedade de registros em diversos idiomas, incluindo inglês, hebraico, alemão e russo. O processo que levaria semanas ou até meses para ser realizado manualmente agora pode ser concluído em questão de horas pela IA.

Além de identificar vítimas, a IA tem sido capaz de conectar informações dispersas sobre familiares, eventos e circunstâncias relacionadas ao Holocausto, fornecendo um panorama mais completo das histórias individuais das vítimas.

Um exemplo tocante dessa capacidade foi a identificação de Yehudit e Ruth Rosenbaum, duas irmãs gêmeas de quatro anos e meio, originárias da Romênia, que foram levadas para Auschwitz. Enquanto Yehudit sobreviveu, Ruth foi assassinada. Através do sistema de IA, foi possível obter informações adicionais sobre Ruth a partir do relato de alguém que a conheceu no campo de concentração.

Com testes em andamento e a adição de 1.500 novos nomes até o momento, espera-se que a IA revele ainda mais detalhes sobre as vítimas nos próximos meses. A expectativa é que histórias como a das irmãs Rosenbaum e de muitas outras vítimas, incluindo crianças cujas histórias permaneceram desconhecidas até agora, venham à luz graças a essa tecnologia inovadora.

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