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Israel avança em Gaza, resultando em mortes e feridos

Ofensiva terrestre em Jabalia e Rafah gera crise humanitária e preocupações internacionais


Neste sábado (18/05), tropas e tanques israelenses avançaram em áreas de um distrito no norte da Faixa de Gaza, que já haviam controlado durante os sete meses de conflito, resultando na morte e ferimentos de dezenas de palestinos, segundo informações de médicos e moradores locais.

As forças israelenses também realizaram uma ofensiva em Rafah, uma cidade no sul de Gaza próxima à fronteira com o Egito, que está superlotada de desalojados. A ofensiva terrestre, que visa eliminar redutos do Hamas, gerou preocupações no Cairo e em Washington, com temores sobre a escalada da violência e a crise humanitária na região.

Israel havia anunciado o fim das grandes operações em Gaza em janeiro, mas retomou ações no norte da Faixa de Gaza este mês para impedir o reagrupamento do Hamas, o grupo radical que controla a região. Um dos principais focos das operações é Jabalia, o maior dos oito campos de refugiados históricos de Gaza.

No sábado, tropas e tanques tomaram as ruas de Jabalia, resultando em um ataque que, segundo médicos locais, deixou 15 palestinos mortos e dezenas de feridos. O Ministério da Saúde de Gaza e o Serviço de Emergência Civil informaram que receberam dezenas de chamadas sobre possíveis vítimas, mas as buscas foram impossibilitadas pela ofensiva terrestre e pelos bombardeios intensos que continuaram ao longo do dia.

"Hoje é o dia mais difícil, com ataques aéreos e bombardeios de tanques ocorrendo quase sem parar", disse Ibrahim Khaled, um residente de Jabalia, através de um aplicativo de mensagens. "Sabemos que há dezenas de mortos e feridos, mas nenhuma ambulância consegue entrar na área", afirmou ele à Reuters.

Os militares israelenses confirmaram que suas forças continuam operando em várias regiões da Faixa de Gaza, incluindo Jabalia e Rafah, realizando "operações precisas contra terroristas e infraestrutura". Em comunicado, o Exército de Israel declarou que a Força Aérea atingiu mais de 70 alvos terroristas no último dia, incluindo instalações de armazenamento de armas, locais de infraestrutura militar, combatentes que representavam uma ameaça às tropas e complexos militares.

Desde o início das incursões terrestres em Gaza, em 20 de outubro, 281 soldados israelenses morreram em combate. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, pelo menos 35.386 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde 7 de outubro, destacando a alta taxa de mortalidade civil no conflito.

A situação humanitária em Gaza continua a deteriorar-se. Organizações de ajuda humanitária têm alertado repetidamente sobre a fome generalizada, a escassez de combustível e suprimentos médicos críticos. A intensidade dos combates e os bloqueios impostos dificultam ainda mais a entrega de ajuda essencial.

A ONU e outras organizações internacionais têm feito apelos urgentes por cessar-fogo e por medidas que permitam a entrada de ajuda humanitária na região. A crise em Gaza está gerando uma pressão internacional crescente sobre ambas as partes para que busquem uma solução negociada que ponha fim ao ciclo de violência.

A comunidade internacional, incluindo países como Egito e Estados Unidos, expressou alarme com a intensificação do conflito. O Egito, em particular, manifestou preocupações com a estabilidade regional devido à proximidade de Rafah com sua fronteira. Washington, por sua vez, tem se esforçado para mediar uma redução das hostilidades, embora os progressos tenham sido limitados até o momento.

Enquanto isso, os residentes de Gaza enfrentam uma realidade cada vez mais desesperadora, com infraestrutura civil severamente danificada, cortes de eletricidade frequentes e acesso limitado a serviços básicos. A contínua violência ameaça agravar ainda mais a já precária situação dos civis na região, tornando urgente a necessidade de intervenção e assistência humanitária.

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