5/21/2024 02:27:00 PM

Os militares ucranianos declararam nesta terça-feira (21/05) que destruíram o último navio de guerra russo armado com mísseis de cruzeiro que estava atracado na península da Crimeia, ocupada pela Rússia. A operação, realizada no domingo (19/05), representou um ataque de longo alcance contra o navio russo, que, segundo as autoridades ucranianas, faz parte de uma série de ações para minar a presença naval russa na região.
O Estado-Maior da Ucrânia informou que o alvo foi um navio do projeto 22800 Tsiklon, que foi atingido em Sebastopol. A Marinha ucraniana posteriormente confirmou em um comunicado na plataforma X que o navio foi "destruído". A Reuters não conseguiu verificar de forma independente as alegações ucranianas, e não houve comentários imediatos das autoridades russas sobre o incidente.
No mesmo dia, o Ministério da Defesa da Rússia declarou que suas forças derrubaram nove mísseis ATACMS, fornecidos pelos Estados Unidos, sobre a Crimeia. Mikhail Razvozhayev, governador da região nomeado pela Rússia, informou que não houve feridos no ataque, mas que alguns edifícios residenciais sofreram danos. As declarações contrastam com a perspectiva ucraniana, que vê o ataque como um golpe significativo contra a presença naval russa na Crimeia.
Dmytro Pletenchuk, porta-voz da Marinha ucraniana, destacou que o Tsiklon era o "último porta-mísseis de cruzeiro" da Rússia na península. A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014, em um movimento amplamente condenado pela comunidade internacional. Pletenchuk acrescentou que, embora o navio tenha sido construído em um estaleiro de Kerch e tenha entrado em serviço em junho do ano passado, ele nunca disparou um míssil de cruzeiro durante seu período de atividade.
A Ucrânia, sem uma frota naval própria poderosa, tem adotado uma estratégia de ataques com mísseis e drones navais contra navios russos no Mar Negro. Esses ataques, segundo a Marinha ucraniana, forçaram a Rússia a transferir a maior parte de sua frota do Mar Negro para longe da Crimeia, em uma tentativa de proteger suas embarcações de novos ataques.
Pletenchuk revelou que, dos cinco navios de guerra do projeto 22800 da Rússia, dois foram destruídos, dois foram enviados ao Mar Cáspio e um está atualmente em um estaleiro para reparos. Ele afirmou que os ataques permitiram à Ucrânia reduzir significativamente a capacidade da Rússia de realizar ataques com mísseis de cruzeiro a partir do mar contra o território ucraniano.
As operações navais da Ucrânia fazem parte de uma estratégia mais ampla para enfraquecer a capacidade militar russa e recuperar territórios ocupados. Analistas militares observam que, embora a Ucrânia tenha conseguido alguns sucessos notáveis, a guerra no Mar Negro continua a ser uma área de intensa disputa. A destruição do Tsiklon, se confirmada, seria um golpe simbólico e estratégico para a Rússia, destacando a vulnerabilidade de suas forças navais na região.
A situação na Crimeia permanece tensa, com a Ucrânia e a Rússia trocando acusações e ações militares. O conflito, que começou em 2014 com a anexação da Crimeia pela Rússia e se intensificou com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, continua a evoluir com ataques e contra-ataques constantes. As declarações de ambas as partes sobre eventos como a destruição do Tsiklon são frequentemente difíceis de verificar de forma independente, complicando a obtenção de uma imagem clara e precisa da situação no terreno.
Enquanto isso, a comunidade internacional observa atentamente os desenvolvimentos na região, com muitos países fornecendo apoio militar e humanitário à Ucrânia. A destruição do Tsiklon é apenas o mais recente episódio em um conflito prolongado que continua a ter ramificações profundas para a segurança e a estabilidade na Europa e além.
Comentários
Postar um comentário