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Divergências marcam a Cúpula da Paz para a Ucrânia

Maioria dos países apoia declaração final, enquanto México, Arábia Saudita e Índia optam por não assinar


No encerramento da Cúpula da Paz para a Ucrânia na Suíça, a presidente suíça Viola Amherd anunciou que a maioria dos 90 países participantes endossou a declaração final do evento. Entretanto, algumas nações importantes, como o México, a Arábia Saudita e a Índia, optaram por não assinar o documento.

O comunicado final da cúpula destaca a importância da utilização segura da energia nuclear, a proteção das rotas de navegação marítima, e a necessidade urgente de retorno das crianças deslocadas e dos civis detidos ilegalmente.

Viola Amherd ressaltou a inclusão futura da Rússia nas negociações e enfatizou o imperativo de respeitar a Carta das Nações Unidas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que o apoio dos líderes mundiais evidencia a possibilidade de restaurar o Estado de Direito Internacional.

Por outro lado, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, rejeitou uma proposta de paz apresentada pelo presidente russo, Vladimir Putin, classificando-a como "completamente absurda" e alertando que ceder às demandas de Moscou colocaria Kiev em maior vulnerabilidade a novas agressões.

Apesar do amplo apoio à declaração final, a posição do México, Arábia Saudita e Índia, entre outros, revela divergências significativas. A ministra das Relações Exteriores mexicana, Alicia Barcena Ibarra, destacou a falta de apoio internacional para iniciativas de paz, enquanto alguns aliados europeus manifestaram a necessidade de um diálogo mais abrangente.

Moscou, que não foi convidado e expressou desinteresse em participar, criticou o evento como uma "perda de tempo" e apresentou propostas alternativas à distância. A China também se destacou pela sua ausência, acrescentando mais complexidade às dinâmicas da cúpula.

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