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Lula condena invasão da Ucrânia e defende conferência de paz

Presidente brasileiro também aborda guerra na Faixa de Gaza, destacando a necessidade de cessar-fogo e ajuda humanitária


Em uma declaração contundente nesta segunda-feira (03/06), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reiterou a firme condenação do Brasil à invasão da Ucrânia pela Rússia. Ao lado do presidente da Croácia, Zoran Milanović, Lula sublinhou a necessidade de uma desescalada imediata como um passo essencial para permitir que as partes retomem o diálogo direto.

"O Brasil condena de maneira firme a invasão da Ucrânia pela Rússia. É necessário que haja uma desescalada para que as partes envolvidas possam retomar o diálogo direto," afirmou Lula. Ele também manifestou apoio à realização de uma conferência de paz que seja reconhecida tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, destacando que esse esforço diplomático é crucial para a busca de uma solução pacífica e duradoura para o conflito.

No entanto, Lula não participará de uma cúpula de paz organizada pela Suíça, uma vez que a Rússia não estará presente na conferência. "Uma conferência de paz só será efetiva se envolver todas as partes diretamente envolvidas no conflito," explicou o presidente brasileiro.

Preocupações com a Guerra na Faixa de Gaza

Além da situação na Ucrânia, Lula dedicou parte de seu discurso à guerra na Faixa de Gaza, expressando profunda preocupação com a escalada da violência e as consequências humanitárias devastadoras. "Estamos vendo uma violação cotidiana do direito humanitário, resultando na morte de milhares de civis, incluindo mulheres e crianças," lamentou Lula.

Ele ressaltou a importância de um cessar-fogo permanente que permita a entrada de ajuda humanitária em Gaza e exigiu a libertação imediata de todos os reféns pelo Hamas. "O Brasil continuará trabalhando incansavelmente para que um cessar-fogo permanente seja estabelecido, permitindo que a ajuda humanitária chegue a quem precisa e garantindo a libertação de todos os reféns," destacou o presidente.

Solução de Dois Estados e Reconhecimento Internacional

Lula reafirmou a posição do Brasil em favor de uma solução de dois estados, onde Israel e Palestina possam coexistir lado a lado em segurança e paz. "É fundamental que a comunidade internacional trabalhe para a solução de dois estados, vivendo lado a lado em segurança," afirmou.

Ele elogiou o reconhecimento do Estado palestino por países como Irlanda, Espanha e Noruega, classificando-o como um "passo importante" na direção de um cessar-fogo e de uma paz duradoura. "O reconhecimento do Estado palestino por esses países é um passo significativo que deve ser seguido por outras nações," acrescentou.

Condolências pelo Brasileiro-Israelense Morto

O presidente brasileiro também expressou suas condolências pela morte de Michel Niesembaum, um refém brasileiro-israelense assassinado pelo Hamas. "Lamentamos profundamente a trágica perda de Michel Niesembaum e solidarizamo-nos com sua família neste momento de dor," disse Lula, reforçando a necessidade urgente de esforços internacionais para resolver os conflitos e proteger vidas civis.

Em sua declaração final, Lula chamou a comunidade internacional a unir forças em busca de soluções pacíficas para os conflitos globais, reiterando o compromisso do Brasil com a paz, a justiça e os direitos humanos. "O Brasil está comprometido com a busca por soluções pacíficas e justas para os conflitos. É hora de a comunidade internacional agir com firmeza e solidariedade," concluiu o presidente.

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