6/27/2024 06:07:00 PM

O ministro da Defesa da Bolívia, Edmundo Novillo, refutou nesta quinta-feira (27/06) as alegações do general Juan José Zúñiga, que afirmou que os eventos ocorridos no país na última quarta-feira (26/06) foram resultado de um suposto pedido de autogolpe feito pelo presidente Luis Arce, com o objetivo de “aumentar sua popularidade”. Zúñiga, que era comandante do Exército boliviano, fez essas acusações que o governo boliviano prontamente negou.
Novillo declarou que Zúñiga está tentando manchar a imagem do presidente Arce por vingança, pois o presidente não permitiu a realização do golpe de Estado que Zúñiga pretendia. “Ele faz isso com o propósito de uma vingança contra o presidente, que não permitiu, não o aceitou de forma alguma que o golpe de Estado que ele pretendia dar pudesse ser realizado”, afirmou Novillo.
O ministro da Defesa também informou que, quase 24 horas após a tentativa de golpe, a situação na Bolívia foi normalizada. “Posso informar ao mundo inteiro e particularmente ao meu país, a Bolívia, que entre as 22h e as 23h de ontem foi assumido o controle total de todas as grandes e pequenas unidades militares das três Forças. Com essa compreensão, tudo volta à atividade normal”, disse ele.
Paralelamente, o ministro da Justiça da Bolívia, Iván Lima Magne, anunciou na quarta-feira, por meio de sua conta no X (antigo Twitter), que a Procuradoria-Geral da República iniciou um processo judicial contra Zúñiga, que pode resultar em até 20 anos de prisão. Foram feitos contatos com o governo boliviano para obter mais detalhes sobre as acusações e sobre a representação legal de Zúñiga.
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