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Nasa e Boeing se preparam para o primeiro voo tripulado da espaçonave Starliner

Interrupção a minutos da decolagem adia a missão rumo à Estação Espacial Internacional


Neste sábado (01/06), a Boeing suspendeu o lançamento do voo de teste tripulado da espaçonave Starliner a apenas 3 minutos e 50 segundos da decolagem. A missão, que tinha como objetivo levar os astronautas da NASA Butch Wilmore e Suni Williams à Estação Espacial Internacional (ISS), estava programada para partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 12h25 (horário local).

Este voo inaugural, após anos de desenvolvimento e desafios, representaria a primeira vez que o Starliner levaria humanos à órbita, colocando a Boeing em competição direta com a Crew Dragon, da SpaceX, de Elon Musk. Wilmore e Williams estavam preparados para passar um dia em órbita antes de atracarem na ISS no domingo (02/06) à tarde.

A espaçonave CST-100 Starliner estava acoplada a um foguete Atlas V, operado pela joint venture United Launch Alliance (ULA), formada pela Boeing e Lockheed Martin. A contagem regressiva foi interrompida automaticamente pelo sequenciador de lançamento terrestre, apenas 3 minutos e 50 segundos antes da decolagem. A causa da paralisação ainda não foi esclarecida, mas a equipe de missão estima que a resposta levará 24 horas, segundo a transmissão da NASA.

Este não é o primeiro adiamento enfrentado pela missão. Em 6 de maio, uma tentativa anterior foi abortada duas horas antes do lançamento devido a uma válvula de pressão defeituosa no foguete Atlas V. Subsequentemente, foram detectados um vazamento de hélio e outros problemas no sistema de propulsão do Starliner, todos resolvidos pela Boeing e NASA.

A cápsula Starliner, em forma de goma, foi projetada para oferecer uma alternativa americana ao transporte de astronautas para a ISS, reduzindo a dependência dos voos russos Soyuz. Desde 2020, a Crew Dragon da SpaceX tem sido a única espaçonave americana a realizar essas missões.

A Boeing, que enfrenta dificuldades com seus aviões 737 MAX no setor de aviação comercial, vê no sucesso do Starliner uma oportunidade crucial para recuperar sua reputação no mercado espacial. O projeto, vários anos atrasado e com custos excedentes de mais de 1,5 bilhões de dólares, é vital para a empresa.

Com a interrupção do lançamento, as equipes agora se concentram em retirar a tripulação da cápsula com segurança, enquanto investigam a causa da retenção automática.

A Boeing continua sua busca por uma vitória no espaço, competindo para se tornar uma das principais fornecedoras de transporte espacial da NASA, ao lado da SpaceX.

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