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Primeiro-ministro britânico defende envio de imigrantes ilegais para Ruanda

Medida é criticada pelo líder trabalhista Keir Starmer e enfrenta resistência judicial por risco aos direitos dos requerentes de asilo


O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, afirmou nesta quarta-feira (19/06) que a nova medida de enviar pessoas que entram ilegalmente no Reino Unido para Ruanda é essencial para desmotivar a imigração ilegal. A declaração foi feita durante a campanha eleitoral para a eleição geral britânica, marcada para o dia 4 de julho, em meio a um aumento recorde de imigrantes ilegais.

Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, criticou a ação, chamando-a de “truque” e acusando o governo conservador de ter “perdido o controle” das fronteiras. Starmer prometeu, se eleito, criar uma equipe especializada, incluindo policiais, agentes de inteligência e promotores, para trabalhar com agências internacionais na luta contra as gangues de contrabandistas de pessoas.

Na terça-feira (18/06), mais de 800 requerentes de asilo chegaram ao Reino Unido em pequenos barcos, o maior número registrado em um único dia desde o final de 2022. Sunak, que está atrás do Partido Trabalhista nas pesquisas eleitorais, tem como uma de suas principais promessas eleitorais “parar os barcos” e combater a migração ilegal, uma questão que preocupa muitos eleitores.

Na semana passada, advogados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) argumentaram em um tribunal britânico que enviar requerentes de asilo para Ruanda os colocaria em risco, configurando um caso de “refoulement” – quando solicitantes de asilo são enviados para lugares onde podem ser perseguidos por motivos de religião, raça, entre outros. Esses argumentos basearam-se em evidências que foram fundamentais para a Suprema Corte do Reino Unido declarar o plano como ilegal no ano passado.

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