6/24/2024 02:07:00 PM

Yehor Sobolev, veterano da revolução ucraniana de 2014 e atualmente combatente contra as forças russas, conhece profundamente os sacrifícios feitos pela Ucrânia em sua busca de uma década para se juntar à União Europeia.
Sobolev, que apoiou reformas rigorosas como parlamentar após a revolta pró-democracia de dez anos atrás, afirma que observará orgulhosamente do campo de batalha o início das negociações formais de adesão, marcado para terça-feira. “Nós, ucranianos, sabemos como realizar nossos sonhos”, declarou o vice-comandante de uma unidade especial do Exército, de 47 anos.
Embora amplamente cerimonial, o início das conversas representa um marco significativo para um país que tem derramado sangue e implementado reformas necessárias em sua busca pela adesão à UE. “A Ucrânia está retornando à Europa, onde pertenceu durante séculos, como um membro pleno da comunidade europeia”, afirmou o presidente Volodymyr Zelenskiy na última sexta-feira.
Kiev submeteu sua solicitação de adesão à UE poucos dias após a invasão russa em fevereiro de 2022, vendo a integração como uma validação de sua luta para abraçar valores europeus. No entanto, a Ucrânia enfrenta um longo caminho pela frente, necessitando reformar uma burocracia ainda marcada por vestígios da era soviética.
A tarefa de adesão será ainda mais desafiadora devido à guerra em curso com a Rússia, sem previsão de término, com cidades ucranianas constantemente ameaçadas por ataques aéreos russos que têm ceifado vidas de civis e soldados, forçado milhões a deixar suas casas e danificado infraestruturas críticas e de produção de energia.
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