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Juíza interrompe julgamento de Alec Baldwin e analisa arquivamento do caso

Defesa argumenta falhas na entrega de evidências enquanto promotores afirmam irrelevância probatória de munição não testada


Nesta sexta-feira (12/07), a juíza Mary Marlowe Sommer suspendeu temporariamente o julgamento de Alec Baldwin, dispensando o júri enquanto analisa uma nova moção da defesa do ator, que pede o arquivamento do caso de homicídio culposo. A equipe jurídica de Baldwin argumenta que os promotores não entregaram as evidências adequadamente.

Evidência não divulgada

A defesa de Baldwin baseia sua moção em um incidente ocorrido no tribunal no dia anterior, quando Marissa Poppell, uma técnica de cena de crime, testemunhou que Troy Teske, um policial aposentado, entregou munição ao Gabinete do Xerife do Condado de Santa Fé. Teske, amigo do pai da armeira do filme “Rust”, Hannah Gutierrez Reed, acreditava que a munição poderia estar associada ao caso. Contudo, Poppell afirmou que esses itens foram catalogados separadamente e não testados para verificação de compatibilidade com a munição letal utilizada no set de “Rust”.

Argumentos da defesa e da promotoria

A defesa de Baldwin alega que essa evidência crucial não foi devidamente divulgada. Em resposta, a promotora Kari Morrissey declarou que os investigadores já determinaram que a munição entregue por Teske não correspondia à encontrada no set de “Rust” e, portanto, não tinha relevância probatória.

Análise das balas no tribunal

Em um movimento raro, a juíza Sommer pediu para reexaminar a munição na presença de Poppell, mas fora da vista do júri. As balas foram comparadas em uma sessão tensa e silenciosa, onde a juíza, vestindo luvas azuis, buscava determinar se havia correspondência com as balas recuperadas do set.

Testemunhas adicionais

Antes de tomar uma decisão sobre o pedido da defesa para arquivar o caso, a juíza ordenou que mais testemunhas fossem ouvidas. Entre elas estão o fornecedor de munição Seth Kenney, a detetive Alexandria Hancock e o advogado de Gutierrez Reed, Jason Bowles.

Acusações e defesa de Baldwin

O julgamento de Baldwin começou poucos dias antes, com o ator sendo acusado de homicídio culposo pela morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins em outubro de 2021. Baldwin estava ensaiando um “cross draw” com uma arma cenográfica que disparou acidentalmente, matando Hutchins e ferindo o diretor Joel Souza. A promotoria argumenta que Baldwin foi imprudente e desrespeitou regras básicas de segurança de armas de fogo. Já a defesa culpa a armeira e o primeiro assistente de direção pela tragédia, alegando que Baldwin estava apenas atuando e confiando na equipe responsável pela segurança das armas no set.

Reviravoltas no caso

O caso tem sido marcado por inúmeras reviravoltas, incluindo mudanças na equipe de promotores e disputas sobre a integridade das evidências. A defesa de Baldwin tem apresentado diversas moções na tentativa de arquivar o caso, mantendo um fluxo constante de desafios legais desde o incidente.

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