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Presidente do Legislativo venezuelano exige prisão de líderes opositores em meio a alegações de fraude eleitoral

Jorge Rodríguez acusa opositores de conspiração e incitação à violência durante protestos eleitorais


Em meio a um clima político tenso na Venezuela, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, solicitou nesta terça-feira (30/07) a prisão da líder opositora María Corina Machado e do candidato Edmundo González Urrutia. Rodríguez, que também foi o chefe da campanha presidencial de Nicolás Maduro, fez a declaração durante uma sessão na Assembleia Nacional.

“O Ministério Público tem que atuar como está atuando não somente com os delinquentes (…) seus chefes têm que ir presos, os que pagaram para eles. E quando digo chefes, me refiro não somente a María Corina Machado, que tem que ser presa, me refiro a Edmundo González Urrutia porque ele é chefe da conspiração fascista que querem impor na Venezuela”, afirmou Rodríguez.

Atualmente, Rodríguez é uma figura chave no chavismo, atuando como principal interlocutor com os governos do Brasil e dos Estados Unidos. Recentemente, ele se encontrou com o assessor de assuntos internacionais do governo brasileiro, Celso Amorim, no último sábado (27/07).

Durante a sessão, Rodríguez enfatizou que “com o fascismo não se dialoga, não se dão benefícios processuais e não se perdoa”. Ele acusou manifestantes de serem pagos para aterrorizar e balear pessoas, e apontou Machado e González como líderes dessas ações.

A declaração de Rodríguez ocorre no mesmo dia em que opositores organizaram protestos contra o resultado das eleições do último domingo (28/07), divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que atribuiu a vitória a Maduro com mais de 51% dos votos. A coalizão de González contesta o resultado, afirmando que ele obteve cerca de 70% dos sufrágios.

A oposição e a comunidade internacional exigem a publicação das atas com a totalização dos resultados, que ainda não foram divulgadas pelo CNE. Na segunda-feira, milhares de pessoas saíram às ruas em protesto contra o que consideram uma “fraude” eleitoral. As manifestações incluíram manifestantes encapuzados portando pedaços de pau, e foram reprimidas com balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Segundo a organização Foro Penal venezuelano, seis pessoas morreram durante os protestos. O procurador-geral do Ministério Público, Tarek William Saab, relatou que mais de 700 pessoas foram presas. As autoridades informaram que os protestos resultaram em ataques a delegacias, centros de saúde, monumentos e prefeituras.

Para Saab, não há protestos legítimos no país, mas sim focos de pessoas armadas buscando “agredir e gerar o caos”. Ele afirmou que está investigando os atos como crimes de obstrução de ruas, vandalismo e também como terrorismo.

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