7/06/2024 01:43:00 PM

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, apareceu em público na última sexta-feira (05/07) pela primeira vez desde a tentativa de assassinato que sofreu em maio. Durante um discurso em uma cerimônia noturna que celebrou o Dia dos Santos Cirilo e Metódio, feriado nacional, Fico criticou ideologias progressistas e manifestou apoio à visita do líder húngaro Viktor Orbán a Moscou, na Rússia.
Fico, que já serviu quatro vezes como primeiro-ministro, retornou ao poder após vencer as eleições em setembro do ano passado. Ele foi atacado enquanto cumprimentava o público após uma reunião do governo na cidade de Handlova, na região central da Eslováquia. O ataque aumentou a polarização no país de 5,4 milhões de habitantes, localizado na Europa Central.
Desde que reassumiu o cargo, o governo nacionalista de esquerda de Fico implementou mudanças rápidas na política do país, alterando leis criminais, encerrando uma promotoria especial, transformando a emissora pública e interrompendo a ajuda militar estatal à Ucrânia. Essas ações geraram resistência dos partidos de oposição e atenção da União Europeia, preocupada com possíveis danos ao estado de direito e às liberdades da mídia.
Na sexta-feira, Fico intensificou suas críticas às ideologias progressistas e liberais, afirmando que elas estavam “se espalhando como câncer” e prejudicando a nação. “Não quero que a Eslováquia esteja entre os países que fazem uma caricatura da civilização ocidental”, declarou.
O agressor, identificado como Juraj C., de 71 anos, foi detido e acusado de tentativa de homicídio. Nesta semana, promotores classificaram o ataque como um ato terrorista. Em uma mensagem de vídeo publicada nas redes sociais no início do mês, Fico chamou seu agressor de “ativista da oposição”, mas afirmou que não sentia ódio e não pediria indenização. Segundo documentos judiciais, Juraj C. declarou que queria ferir Fico, mas não matá-lo, por discordar das políticas do governo.
Fico tem enfrentado críticas por suas opiniões pró-Rússia. Em sua primeira aparição pública desde o ataque, reiterou seu pedido por negociações de paz no conflito entre Ucrânia e Rússia. Ele afirmou que teria acompanhado Orbán, que enfrentou protestos de líderes da UE por se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin, em sua visita a Moscou, se sua saúde permitisse. “Não há suficientes, repito, não há suficientes negociações de paz”, enfatizou Fico.
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