8/31/2024 01:32:00 PM

As autoridades argentinas prenderam um homem acusado de envolvimento de décadas com um grupo marxista militante, responsável pelo sequestro e assassinato de um ex-primeiro-ministro italiano em 1978, conforme comunicado do governo.
Leonardo Bertulazzi, identificado como cidadão italiano, vivia na Argentina desde 2002 com status de refugiado, o que o protegia da extradição para a Itália. No entanto, esse status foi revogado durante o governo do atual presidente argentino, Javier Milei. Bertulazzi foi detido na quinta-feira, em Buenos Aires, segundo informações oficiais.
Descrito como um ex-dirigente das Brigadas Vermelhas, um grupo militante de extrema-esquerda que atuou na Itália durante as décadas de 1970 e 1980, Bertulazzi é acusado de ter desempenhado um papel significativo na organização. As Brigadas Vermelhas ganharam notoriedade por seus ataques violentos, incluindo o sequestro e assassinato do então primeiro-ministro italiano Aldo Moro, em 1978. Segundo o governo, Bertulazzi estava diretamente envolvido na logística do sequestro de Moro.
As autoridades argentinas ainda não forneceram informações sobre a defesa legal de Bertulazzi ou sua resposta às acusações.
Bertulazzi já havia sido condenado na Itália a 27 anos de prisão por crimes relacionados ao terrorismo, conforme comunicado da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que celebrou a captura. “A prisão deste membro foragido das Brigadas Vermelhas foi possível graças à intensa e frutífera colaboração entre as autoridades judiciais italianas e argentinas, além da Interpol”, afirmou Meloni.
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