8/01/2024 05:27:00 PM

A CIA desempenhou um papel crucial na recente troca de prisioneiros entre os Estados Unidos e a Rússia, ocorrida nesta quinta-feira (01/08). De acordo com um alto funcionário americano, o diretor da CIA, Bill Burns, e outros membros da agência estiveram diretamente envolvidos nas negociações através de um canal de comunicação com a inteligência russa.
A proposta final para a troca foi apresentada à inteligência russa em um terceiro país no final de junho, sem a presença de Burns, mas com a participação de outros agentes da CIA. No início de julho, os russos indicaram, em uma ligação com Burns, que concordavam com a proposta. A aceitação formal ocorreu em meados de julho.
O terceiro país onde as negociações iniciais ocorreram não foi identificado, mas sabe-se que o serviço de inteligência turco, conhecido como MIT, desempenhou um papel central ao criar “canais de diálogo” e organizar a reunião final entre os oficiais de inteligência, conforme comunicado pelo gabinete do presidente turco.
“As partes foram reunidas na Turquia em julho de 2024 com a organização do MIT, que utiliza efetivamente a diplomacia de inteligência”, afirmou o gabinete em um comunicado. “Foram realizadas negociações sobre a atividade de intercâmbio a ser realizada entre cidadãos russos e cidadãos de países ocidentais presos nos EUA, Alemanha, Polônia, Noruega, Eslovênia, Rússia e Belarus”.
Além das negociações, o MIT também cuidou de todas as medidas de segurança, planejamento logístico e coordenação entre as partes envolvidas. Bill Burns viajou recentemente à Turquia para discutir a troca com autoridades americanas e turcas, segundo um alto funcionário do governo.
A troca de prisioneiros foi descrita como um “milagre logístico” pelo funcionário, que elogiou a cooperação do governo turco. A Turquia foi escolhida para facilitar a troca devido ao seu histórico de mediação em negociações envolvendo a Rússia, como a iniciativa de cereais do Mar Negro e a troca de prisioneiros que libertou Brittney Griner.
Essa operação destaca a importância da diplomacia de inteligência e a capacidade de coordenação internacional em situações complexas envolvendo múltiplos países e interesses.
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