8/09/2024 01:41:00 PM

A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia (HRMMU) relatou que julho deste ano foi o mês mais letal para os civis ucranianos desde outubro de 2022, atribuindo o aumento das fatalidades à intensificação dos bombardeios russos. Em um comunicado enviado à mídia, a HRMMU destacou que “o elevado número de vítimas em julho reflete uma tendência preocupante de aumento de baixas civis desde março de 2024”.
A divulgação desses dados ocorreu na mesma semana em que a Ucrânia realizou sua primeira incursão terrestre dentro das fronteiras russas desde o início do conflito, forçando o Kremlin a declarar estado de emergência federal na região e a mobilizar reservistas para conter o avanço das tropas ucranianas.
Rússia se torna ‘um alvo legítimo’, diz conselheiro de Zelensky
Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, elogiou a reação ocidental ao ataque ucraniano, afirmando que houve uma “aprovação silenciosa”. Anteriormente, ataques ucranianos em território russo causaram preocupação em algumas autoridades ocidentais, que argumentavam que Kiev deveria se limitar a uma estratégia defensiva para evitar uma escalada do conflito.Na quinta-feira, Podolyak comentou que a resposta do Ocidente foi “absolutamente calma, equilibrada, objetiva e fundamentada na compreensão dos princípios do direito internacional e da guerra defensiva”. Ele fez referência direta aos “eventos na região de Kursk”, ao contrário de Zelensky, que tem sido mais cauteloso em suas declarações. Segundo Podolyak, “uma parte significativa da comunidade internacional agora vê [a Rússia] como um alvo legítimo para qualquer tipo de operação e armamento”.
Peter Stanno, porta-voz das relações exteriores da União Europeia, declarou na quarta-feira que a Ucrânia “tem o direito legal de se defender, incluindo atacar o agressor em seu próprio território”. Já Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, foi mais sucinto, afirmando que cabe à Ucrânia decidir suas táticas de defesa.
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