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Venezuela rejeita declaração de 11 países sobre eleições presidenciais

Chancelaria venezuelana acusa governos estrangeiros de interferência e exige respeito à soberania nacional após críticas à reeleição de Nicolás Maduro


O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela repudiou nesta sexta-feira (23/08) uma declaração assinada por 11 países americanos que rejeitam a decisão do Supremo Tribunal de Justiça do país, que validou a reeleição de Nicolás Maduro nas recentes eleições presidenciais. O governo venezuelano classificou os signatários da declaração conjunta como “grosseiros e insolentes” e acusou-os de tentativas de interferência em seus assuntos internos, em violação ao direito internacional.

A chancelaria, liderada por Yván Gil, afirmou que os países envolvidos na declaração, entre eles Argentina, Chile, Estados Unidos e Peru, estão “cometendo transgressões” e prometeu “pulverizar todas as ações” que visem a desestabilizar o governo de Maduro. O comunicado também denunciou o que chamou de tentativas dos países signatários de “impor uma política de mudança de regime” e comparou as ações àquelas promovidas historicamente pelos Estados Unidos na América Latina.

A Venezuela exigiu respeito à sua soberania e alertou que os governos que assinaram o documento estariam se tornando cúmplices de episódios de violência durante os protestos pós-eleitorais. A declaração conjunta dos 11 países criticou o anúncio da Suprema Corte venezuelana, que validou os resultados eleitorais, e pediu uma auditoria independente para garantir a transparência do pleito.

O Brasil, embora não tenha aderido à declaração, indicou que não reconhecerá os resultados das eleições até que os dados detalhados sejam apresentados. Da mesma forma, a União Europeia, por meio do alto representante Josep Borrell, declarou que o bloco não reconhecerá Maduro como presidente até que haja uma verificação completa dos resultados eleitorais.

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