9/21/2024 01:51:00 PM

Todo ano, a cidade de Nova York se torna o centro das atenções globais com a realização da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde líderes de todo o mundo se reúnem para debater questões internacionais. Neste evento, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será o responsável por abrir os trabalhos da 79ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, conforme previsto para terça-feira (24/09).
Tradicionalmente, o Brasil sempre ocupa o primeiro lugar na lista de discursos. Segundo o Itamaraty, essa tradição remonta aos primeiros anos da ONU, quando, após sua criação em 1945, a maioria dos países se mostrava relutante em ser o primeiro a falar. O Brasil se voluntariou em várias ocasiões e, com o tempo, tornou-se o país que inaugura a série de discursos anuais. A prática foi oficializada na 10ª sessão da Assembleia Geral, em 1955, e, desde então, tem sido seguida quase sem interrupções.
Os Estados Unidos, como país anfitrião da sede da ONU, geralmente são o segundo a discursar. No entanto, houve algumas exceções: em 1983 e 1984, por exemplo, os Estados Unidos falaram primeiro, e o Brasil ficou em segundo. Mais recentemente, em 2016 e 2018, países como Chade e Equador ocuparam a segunda posição devido a atrasos na chegada do presidente norte-americano.
Atualmente, a Assembleia Geral conta com a participação de 193 Estados-membros e dois Estados observadores — Santa Sé e Palestina —, além da União Europeia, que também possui status de observador. Esses discursos seguem uma ordem específica que considera critérios como nível de representação e equilíbrio geográfico.
Além de ser uma oportunidade para os líderes mundiais exporem suas posições sobre temas globais, a ONU recomenda que cada discurso tenha, voluntariamente, uma duração de 15 minutos. A ordem de fala durante o debate geral, no entanto, difere de outros debates realizados ao longo da Assembleia Geral, respeitando a estrutura que coloca o Brasil como o país de abertura.
A Assembleia Geral da ONU é um dos fóruns diplomáticos mais importantes do mundo, onde os principais desafios internacionais, como mudanças climáticas, conflitos armados e desenvolvimento sustentável, são debatidos e abordados por líderes de diversas nações.
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