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Espanha se reúne com Brasil, México e Colômbia para discutir crise política na Venezuela

Encontro em Nova York busca soluções para a crise venezuelana


Há quase 20 dias, Edmundo González, opositor do governo de Nicolás Maduro, encontra-se asilado em um país cujo nome não foi divulgado. Neste contexto, o governo da Espanha intensificou suas ações diplomáticas e, nesta terça-feira (24/09), realizou sua primeira reunião conjunta com representantes de Brasil, México e Colômbia, em Nova York, para debater a crise política venezuelana.

O encontro ocorreu à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas e contou com a presença do chanceler espanhol Juan Manuel Albares, da ministra das Relações Exteriores do México, Alicia Bárcena, do chanceler colombiano Luis Gilberto Murillo, e de um representante do Brasil, substituindo o chanceler Mauro Vieira, que estava em outra agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até então, o governo espanhol vinha mantendo conversas separadas com cada um desses países. Esta foi a primeira vez que Espanha, Brasil, México e Colômbia discutiram conjuntamente a situação na Venezuela. A reunião, segundo fontes diplomáticas, teve como objetivo analisar o atual cenário e identificar possíveis caminhos para o avanço do diálogo e para a promoção da democracia e dos direitos humanos no país sul-americano.

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Albares destacou que os países trocaram “pontos de vista” sobre a situação venezuelana e discutiram maneiras de promover o diálogo e fortalecer a democracia. A Espanha, que já vinha articulando ações via União Europeia e de forma bilateral com o Brasil, agora amplia seus esforços de mediação ao reunir-se com os três países mais envolvidos na tentativa de solução para a crise.

A Venezuela enfrenta um impasse político desde a eleição presidencial de 28 de julho, cujo resultado oficial, que dá vitória a Nicolás Maduro com mais de 51% dos votos, não foi reconhecido pela oposição. A alegação é de que as atas comprobatórias do triunfo de Maduro nunca foram divulgadas, enquanto os dados coletados por fiscais da oposição apontam que Edmundo González teria vencido com cerca de 67% dos votos.

Enquanto isso, havia expectativa de que Lula e o presidente colombiano Gustavo Petro se encontrassem em Nova York, mas a reunião bilateral não se concretizou devido a conflitos de agenda. Lula e Petro são os principais líderes latino-americanos a buscar um diálogo com o governo venezuelano, mas até o momento não conseguiram contato direto com Maduro.

Na próxima semana, Lula deve viajar ao México, onde participará da posse de Claudia Sheinbaum, sucessora de Andrés Manuel López Obrador, e aproveitará para discutir a crise venezuelana em encontros com lideranças mexicanas.

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