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Advogados são presos em Minas Gerais por desvio de mais de R$ 1 milhão em causas previdenciárias


Na última quinta-feira (24/10), um advogado de 38 anos e uma advogada de 42 anos foram presos em Minas Gerais, sob a acusação de se apropriarem de quantias destinadas a clientes em processos judiciais. Os profissionais, cujos nomes não foram divulgados, são investigados por envolvimento em crimes de apropriação indébita e organização criminosa.

A ação da Polícia Civil teve início após várias pessoas procurarem as autoridades em Caratinga (MG), relatando que os advogados teriam retido indevidamente valores referentes a ações previdenciárias. Segundo as investigações, os desvios ultrapassam R$ 1 milhão. Até agora, os suspeitos foram indiciados em múltiplos inquéritos policiais, e, na quinta-feira (24/10), o Ministério Público requisitou a abertura de mais 30 inquéritos.

A Polícia Civil apontou que o escritório de advocacia operava como um “escritório do crime” e que os advogados estariam captando vítimas para causas previdenciárias desde 2008. Em vez de garantir os direitos dos clientes, os suspeitos teriam se apropriado das quantias obtidas nos processos, levantando alvarás judiciais sem repassar os valores às vítimas.

O mandado de prisão do advogado foi cumprido em Ipatinga (MG). Ao saber da prisão de sua colega, que foi detida em Guarapari (ES), ele tentou fugir, mas foi interceptado em um motel nas proximidades da BR-458, em uma operação que bloqueou o acesso à rodovia.

A Polícia Civil de Caratinga solicita que outras possíveis vítimas entrem em contato com a 2ª Delegacia Regional de Caratinga, para que possam ser iniciados os devidos inquéritos.

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