10/24/2024 05:55:00 PM

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, emitiu uma ordem nesta quinta-feira (24/10) para que as agências de segurança nacional do país adotem o uso de inteligência artificial (IA) de forma estratégica. O objetivo é fortalecer a competitividade dos EUA frente a rivais como a China, ao mesmo tempo em que impõe limites ao uso dessa tecnologia para garantir que não seja usada de maneira contrária aos princípios democráticos.
O novo memorando de segurança estabelece diretrizes claras, como a proibição do uso de IA para burlar protocolos relacionados ao uso de armas nucleares ou para restringir a liberdade de expressão. As agências também são orientadas a evitar qualquer aplicação da IA que esteja desalinhada com valores democráticos, um ponto que pode parecer óbvio, mas que a administração de Biden considera essencial para limitar possíveis abusos.
A ordem reflete uma preocupação crescente com o rápido avanço da IA em escala global, especialmente na China, que tem aplicado a tecnologia tanto no campo militar quanto no civil. Biden e seus conselheiros veem a IA como uma área crítica para a segurança nacional dos EUA nos próximos anos. O conselheiro de segurança nacional Jake Sullivan afirmou que a gestão correta dessa tecnologia será vital para o futuro do país.
Além de regulamentar o uso da IA, a ordem inclui instruções para que as agências federais ajudem empresas americanas a proteger suas tecnologias de espionagem estrangeira e avancem na produção de chips semicondutores, fundamentais para o desenvolvimento da IA.
Essas medidas são vistas como parte de uma nova competição tecnológica global, na qual os EUA querem se posicionar como líderes, especialmente em um momento em que as tecnologias emergentes, como a IA, estão transformando a dinâmica de poder internacional.
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