10/27/2024 06:54:00 PM

As operações militares israelenses no norte da Faixa de Gaza têm causado “devastação e privação” severas, tornando as condições de vida insustentáveis para os palestinos, afirmou Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, neste domingo (27/10).
Dujarric ressaltou que a situação para os civis palestinos na região é “insuportável”. Israel intensificou os bombardeios na área nas últimas semanas, alegando que o Hamas estaria reestruturando suas operações.
O Secretário-Geral expressou sua indignação com os altos índices de morte, ferimentos e destruição, destacando o sofrimento de civis soterrados, doentes sem assistência médica e famílias sem acesso a alimentos e abrigo. Ele também mencionou relatos de separação de famílias e detenções em massa.
As autoridades israelenses têm dificultado a entrega de ajuda humanitária, conforme Dujarric, que afirmou que, em outubro, apenas quatro das 70 operações de ajuda programadas foram autorizadas. Uma campanha da ONU para vacinar crianças contra a poliomielite também foi suspensa, colocando em risco a saúde de milhares.
O porta-voz alertou que o conflito tem sido conduzido com pouca consideração ao direito humanitário internacional.
Contexto do Conflito na Faixa de Gaza
Israel tem realizado bombardeios intensos na Faixa de Gaza desde o ano passado, após um ataque do Hamas que resultou na morte de aproximadamente 1.200 israelenses. O Hamas não reconhece Israel e reivindica o território israelense para a Palestina. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem reiterado seu compromisso de desmantelar as capacidades do Hamas e recuperar os reféns detidos.Além dos ataques aéreos, o Exército de Israel também está realizando operações terrestres, levando ao deslocamento em massa da população de Gaza. A ONU e várias organizações humanitárias têm alertado sobre uma crise humanitária grave, caracterizada por escassez de alimentos, medicamentos e um aumento na disseminação de doenças.
Após quase um ano de conflito, manifestações em Israel criticam Netanyahu, acusando-o de não conseguir estabelecer um cessar-fogo que permita a liberação dos reféns.
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