10/27/2024 01:38:00 PM

Neste domingo (27/10), um ataque israelense na cidade de Sidon, no sul do Líbano, deixou ao menos oito mortos e 25 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês. A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que o ataque ocorreu no bairro de Haret Saida, uma região urbana do município.
Sidon, situada na costa do Mediterrâneo, é uma das maiores cidades libanesas e fica aproximadamente a meio caminho entre Tiro e Beirute — duas cidades que vêm sendo alvos frequentes de ataques israelenses desde o início de uma ofensiva terrestre no Líbano, em 1º de outubro.
Israel tem intensificado os bombardeios contra o que considera serem bases do Hezbollah no Líbano, o que já provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas e a morte de mais de 1.800, conforme dados do governo libanês.
Este conflito, acirrado com o ataque de mísseis iranianos a Israel no dia 1º de outubro, envolveu duas frentes principais: Israel, com apoio dos Estados Unidos, e o chamado Eixo da Resistência, sustentado financeiramente e militarmente pelo Irã e formado por grupos paramilitares.
No total, são sete frentes de conflito ativas: a República Islâmica do Irã; o Hamas, na Faixa de Gaza; o Hezbollah, no Líbano; o governo da Síria e milícias no território sírio; os Houthis, no Iêmen; grupos xiitas no Iraque; e diferentes organizações militantes na Cisjordânia.
Atualmente, Israel mantém soldados em três desses locais: Líbano, Cisjordânia e Faixa de Gaza, realizando ataques aéreos nas demais frentes. Desde o fim de setembro, o exército israelense lançou uma operação terrestre limitada no Líbano, poucos dias após a morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um bombardeio em Beirute. Segundo as Forças de Defesa de Israel, praticamente toda a cúpula do Hezbollah foi eliminada em bombardeios recentes.
Em 23 de setembro, o Líbano viveu o dia mais mortal desde a guerra de 2006, com mais de 500 vítimas fatais. Entre elas, dois adolescentes brasileiros foram mortos, e o Itamaraty condenou as hostilidades, solicitando o fim dos confrontos. Em resposta ao aumento das tensões, o governo brasileiro anunciou uma operação de repatriação para brasileiros no Líbano.
Enquanto isso, na Cisjordânia, forças israelenses estão focadas em desmantelar grupos contrários à presença israelense no território. Na Faixa de Gaza, a operação militar de Israel visa erradicar o Hamas, que organizou o ataque de 7 de outubro, que deixou mais de 1.200 mortos. Desde então, o Ministério da Saúde de Gaza informou que mais de 40 mil palestinos perderam a vida devido aos bombardeios israelenses.
Comentários
Postar um comentário