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Maníaco da Mooca é denunciado por extorsão e crimes contra mulheres em SP


O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou, na última terça-feira (22/10), Solirano de Araujo, de 48 anos, conhecido como o “Maníaco da Mooca”. Ele é acusado de atacar pelo menos sete mulheres na zona leste da capital paulista, utilizando métodos de extorsão, incluindo ameaças com uma faca.

As investigações revelam que Araujo forçava suas vítimas a realizarem transferências bancárias após tentativas de levá-las a um veículo. É importante ressaltar que, até o momento, não há relatos de crimes sexuais associados a ele, pois nenhuma das vítimas fez essas alegações.

A promotora responsável pelo caso solicitou a prisão preventiva do suspeito, que está foragido há mais de um mês. Durante os ataques, ele utilizava veículos sem placas de identificação. De acordo com as apurações, Araujo tem problemas com dependência química e pretendia utilizar a violência para sustentar seu vício, embora as vítimas tenham conseguido escapar sem que ele obtivesse qualquer vantagem financeira.

Um mês após os ataques, a localização do “Maníaco da Mooca” continua desconhecida. O delegado Ricardo Salvatori, encarregado da investigação, afirmou que ainda não há novidades sobre o paradeiro de Solirano. “Estamos em busca de informações, mas até agora não obtivemos sucesso. Não houve movimentação financeira ou telefônica”, declarou.

A última pista foi obtida em 17 de setembro, quando o setor de inteligência divulgou imagens do suspeito, que utilizava muletas, entrando em um comércio na região de Sapopemba. As autoridades consideraram várias possibilidades, incluindo a hipótese de que o suspeito teria sido morto por um “tribunal do crime” ou fugido para o Piauí, seu estado natal. Contudo, verificou-se que ele não teria mais parentes na região após o falecimento do pai.

Os hospitais e necrotérios da cidade foram monitorados em busca de pistas, mas até agora não houve avanços na busca pelo “Maníaco da Mooca”, que permanece à solta. “Continuamos as buscas”, finaliza o delegado.

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