Ícone do Widget

Relacionado

×

Putin elogia Lula e menciona relações entre Brasil e Venezuela


O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (24/10) durante uma coletiva de imprensa que mantém uma relação de “boa amizade” com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração ocorreu após a Cúpula dos Brics, quando Putin comentou sobre a situação da Venezuela e a posição distinta do Brasil em relação à crise política no país sul-americano após as recentes eleições.

Putin descreveu Lula como uma pessoa “muito honesta” e expressou confiança de que o presidente brasileiro analisará a situação com objetividade. Ele destacou a importância de Brasil e Venezuela encontrarem “coisas em comum” durante reuniões bilaterais.

Lula tinha agendado uma viagem à Rússia para participar da Cúpula dos Brics, mas cancelou sua ida após sofrer um acidente doméstico. Na terça-feira (22/10), o petista conversou com Putin por telefone e, segundo o líder russo, Lula pediu para transmitir algumas mensagens ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, mas não forneceu detalhes sobre o conteúdo da conversa.

Venezuela e a Cúpula dos Brics

Durante a Cúpula dos Brics, os membros do bloco discutiram a expansão do grupo e a inclusão de novos países. Apesar da expectativa, uma lista com 13 países potenciais para serem convidados não incluiu a Venezuela. Mesmo assim, Maduro afirmou que a Venezuela já faz parte do grupo.

Putin explicou que a inclusão de qualquer novo membro só será considerada “em caso de consenso” entre os atuais integrantes do Brics.

Contexto da crise na Venezuela

A crise política na Venezuela continua a gerar controvérsia. A oposição, juntamente com a maioria da comunidade internacional, não reconhece os resultados oficiais das eleições presidenciais realizadas em 28 de julho, que deram vitória a Nicolás Maduro com mais de 50% dos votos, conforme anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Os resultados do CNE não foram confirmados pela divulgação das atas eleitorais, que detalham a contagem de votos. A oposição apresentou suas próprias atas, que, segundo eles, mostrariam uma vitória de quase 70% para Edmundo González, um ex-diplomata aliado da líder opositora María Corina Machado, que foi barrada de se candidatar.

Os aliados de Maduro alegam que 80% dos documentos divulgados pela oposição são falsificados, enquanto não apresentaram as atas eleitorais para sustentar sua posição. Em meio a essa disputa, o Ministério Público da Venezuela iniciou uma investigação contra González pela publicação das atas, resultando em mandados de prisão que levaram o opositor a buscar asilo na Espanha em setembro. Desde o início do processo eleitoral, mais de 2.400 opositores foram detidos e 24 perderam a vida, conforme relatado por organizações de direitos humanos.

Comentários