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STJ concede semiaberto a um dos maiores ladrões de banco do Brasil

Zequinha, um dos maiores ladrões de banco do país, é transferido para o regime semiaberto após decisão do STJ


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus a Luciano Castro de Oliveira, conhecido como Zequinha, permitindo sua transferência do regime fechado para o semiaberto. O criminoso, considerado um dos maiores ladrões de banco do país, já liderou a lista de criminosos mais procurados do Brasil.

Zequinha foi preso em setembro de 2020 e cumpre pena até 2039. Desde a sua prisão, ele estava na penitenciária de segurança máxima P2, em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Agora, com a progressão de regime, ele será transferido para o regime semiaberto na penitenciária de Valparaíso, também no interior do estado. A Secretaria de Administração Penitenciária confirmou a transferência, afirmando que está cumprindo uma decisão judicial. No regime semiaberto, o preso pode trabalhar ou realizar atividades externas durante o dia, retornando à prisão apenas para dormir.

Luciano Castro de Oliveira tem um longo histórico criminal, com envolvimento em assaltos a bancos no Brasil e em países do Mercosul. Ele figurava em primeiro lugar na lista de criminosos mais procurados elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A lista inclui indivíduos com mandados de prisão pendentes, envolvidos em crimes graves, ligados a organizações criminosas, ou incluídos na Difusão Vermelha da Interpol.

A captura de Zequinha, em 2020, foi resultado de uma operação conjunta das polícias Civil e Militar. Ele foi localizado na zona rural de Tejupá, nas proximidades da represa Jurumirim, na região de Avaré, São Paulo. A operação, denominada Divisas Integradas, contou com equipes da Força Tática e da Polícia Civil de Avaré.

Zequinha começou sua trajetória criminal em 1992, ao participar de um roubo ao Banco Industrial Comercial (BIC) em Campinas. Ele foi libertado dois anos depois, após receber indulto presidencial de Itamar Franco. Desde então, foi condenado por uma série de crimes, incluindo latrocínio, extorsão, sequestro, porte ilegal de armas e formação de quadrilha.

Ele chegou a ser condenado a 30 anos de prisão, mas fugiu do sistema penitenciário em 2001. Preso novamente em 2005, foi acusado de liderar quadrilhas especializadas em roubos a empresas de transporte de valores, bancos e redes varejistas, com o uso de explosivos e armamentos pesados, em crimes conhecidos como “novo cangaço”. O mandado de prisão mais recente contra Zequinha foi expedido em 2017, após ele ser apontado como o responsável por um ataque a um carro-forte em Itupeva, São Paulo.

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