11/23/2024 05:37:00 PM

As autoridades argentinas prenderam Joel Borges Correa, o quarto brasileiro condenado pelos ataques aos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, que estava foragido. Correa, de 46 anos, foi detido na última terça-feira (19), durante uma blitz de trânsito na província de San Luis.
Segundo informações da polícia local, ele dirigia rumo à Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile, e carregava uma mala com roupas no veículo. Nascido em Tubarão (SC), Correa foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos e seis meses de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, destruição de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Essa é a quarta prisão de brasileiros realizada na Argentina após o juiz federal Daniel Rafecas ter autorizado mandados contra 61 pessoas condenadas pelo STF e incluídas em pedidos de extradição do Brasil.
Outras prisões recentes
No dia anterior, na segunda-feira (18), o motoboy Wellington Luiz Firmino, de 34 anos, foi preso na província de Jujuy enquanto tentava fugir para o Chile. Firmino, condenado a 17 anos de prisão no Brasil, admitiu em vídeo publicado nas redes sociais que tentava escapar da Argentina, onde estava vivendo há alguns meses.Na semana passada, outras duas prisões ocorreram na cidade de La Plata, província de Buenos Aires. Joelton Gusmão de Oliveira, de 47 anos, condenado a 16 anos e seis meses, e Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, de 34 anos, condenado a 14 anos, foram detidos por forças policiais argentinas.
De acordo com a filha de Oliveira, ele foi preso ao tentar renovar sua documentação no departamento de imigração, mas as autoridades negam essa versão. Já Ramalho foi confirmado como detido nessa circunstância.
Procedimentos judiciais
Os presos deverão comparecer a audiências conduzidas pelo juiz Rafecas, que analisará os pedidos de extradição. Ainda assim, eles podem recorrer da decisão à Suprema Corte da Argentina, o que pode atrasar o processo de envio ao Brasil.As prisões na Argentina evidenciam a cooperação internacional no enfrentamento a foragidos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, reforçando o compromisso com a responsabilização dos envolvidos.
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