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Ucrânia usa pela primeira vez mísseis ATACMS em ataque ao território russo


A Ucrânia utilizou, pela primeira vez, mísseis de longo alcance fabricados pelos Estados Unidos para atacar território russo, conforme anunciado pelo governo da Rússia nesta terça-feira (19). O uso dos mísseis ATACMS marca uma nova fase na escalada do conflito, que já ultrapassou o milésimo dia.

Ainda não é possível determinar com exatidão a quantidade de mísseis ATACMS disponíveis para a Ucrânia. A Lockheed Martin, fabricante do armamento, afirmou no ano passado que sua produção anual é de cerca de 500 unidades. A Ucrânia e seus aliados defendem que a permissão para usar esses mísseis contra alvos dentro da Rússia é uma medida fundamental para melhorar sua capacidade de defesa.

Em setembro, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski, afirmou que “uma vítima da agressão tem o direito de se defender também no território do agressor”. Para ilustrar seu ponto, Sikorski mencionou um ataque russo à cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, no qual uma família inteira foi morta. Segundo ele, o míssil responsável pelo ataque partiu de um bombardeiro russo que sobrevoava território da Rússia, a partir de uma base aérea russa. Sikorski questionou: “Por que a Ucrânia não deveria ser capaz de destruir aquele bombardeiro e aquele campo de aviação?”

De acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra, think tank sediado em Washington DC, aproximadamente 250 alvos militares russos, incluindo 17 bases aéreas, estão ao alcance dos mísseis ATACMS fornecidos à Ucrânia.

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