12/17/2024 05:44:00 PM

O governo argentino alertou, nesta terça-feira (17), os cidadãos a evitarem viagens à Venezuela, em meio à prisão do gendarme argentino Nahuel Agustín Gallo. Durante uma coletiva de imprensa, o porta-voz da presidência da Argentina, Manuel Adorni, descreveu o governo venezuelano como um “regime cruel” e destacou os riscos de deslocamento ao país comandado por Nicolás Maduro.
Nahuel Gallo, integrante da Gendarmeria Nacional Argentina, foi detido na Venezuela enquanto visitava familiares. A prisão intensificou a tensão diplomática entre Buenos Aires e Caracas.
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, classificou a detenção como um “sequestro ilegal” e condenou as declarações do ministro venezuelano do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, que acusou Gallo de espionagem. Cabello afirmou que o gendarme entrou no país para “cumprir uma missão”, mas não forneceu detalhes.
“Qual era sua tarefa aqui na Venezuela? Isso não dizem”, questionou Cabello durante uma coletiva, ironizando as reações do governo argentino à detenção.
O episódio ocorreu após Gallo entrar na Venezuela pela fronteira terrestre com a Colômbia. Segundo informações do governo argentino, o agente viajou legalmente para visitar a namorada e o filho, que residem no país.
O caso acirrou ainda mais as já deterioradas relações entre os governos de Javier Milei e Nicolás Maduro, com a administração argentina reforçando as críticas ao regime venezuelano e alertando seus cidadãos sobre os riscos de viajar ao território.
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