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China adverte EUA sobre Taiwan e condena visita de líder taiwanês ao Havaí


A China alertou os Estados Unidos nesta segunda-feira (2) para não ultrapassarem a “linha vermelha” em relação a Taiwan, exigindo que parem de apoiar movimentos separatistas na ilha. O recado foi dado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, em resposta à recente visita do presidente taiwanês, Lai Ching-te, ao Havaí.

Lai passou dois dias no Havaí, como parte de uma viagem de uma semana a países aliados no Pacífico. Pequim condenou a passagem, reafirmando sua oposição a qualquer escala de líderes taiwaneses em território americano.

Durante a viagem, no domingo (1º), Lai manteve uma ligação de 20 minutos com Nancy Pelosi, ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. De acordo com a Agência Central de Notícias de Taiwan, eles discutiram as ameaças militares feitas pela China contra a ilha.

Pequim considera Taiwan parte de seu território e rejeita a soberania defendida pelo governo democraticamente eleito da ilha. Nos últimos cinco anos, as autoridades chinesas têm intensificado atividades militares na região como forma de pressão.

A tensão se agravou na sexta-feira (29), quando o Departamento de Estado dos EUA aprovou uma possível venda de peças para jatos F-16 e radares a Taiwan, avaliados em US$ 385 milhões. O anúncio foi feito pelo Pentágono, aumentando ainda mais o descontentamento da China com a postura americana.

Esse episódio reflete a crescente tensão nas relações sino-americanas, com Taiwan no centro da disputa geopolítica.

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