12/01/2024 05:55:00 PM

No domingo (1º), a China anunciou que adotará “contramedidas resolutas” em resposta à recente aprovação da venda de armas dos Estados Unidos para Taiwan. O Ministério das Relações Exteriores chinês também expressou descontentamento com a passagem do presidente taiwanês, Lai Ching-te, por territórios norte-americanos durante sua viagem oficial.
Na sexta-feira (29), o Departamento de Estado dos EUA aprovou uma transação de US$ 385 milhões para a venda de peças de reposição e suporte técnico para jatos F-16 e radares destinados a Taiwan. A medida foi divulgada horas antes de Lai partir para visitar três aliados diplomáticos da ilha no Pacífico, com escalas no Havaí e em Guam, território americano.
Segundo Pequim, a venda de armas envia “um sinal errado” aos defensores da independência de Taiwan e prejudica as relações sino-americanas. A China também condenou veementemente a organização da passagem do líder taiwanês pelos Estados Unidos, afirmando ser contra qualquer tipo de interação oficial entre Washington e Taipé.
Pequim considera Taiwan parte integrante de seu território e critica o apoio dos EUA ao governo da ilha, especialmente a proximidade com Lai, visto como um “separatista”. Por outro lado, os Estados Unidos, embora não mantenham laços diplomáticos formais com Taiwan, são legalmente obrigados a fornecer à ilha meios para sua defesa, o que frequentemente irrita a liderança chinesa.
Taiwan, governada de forma democrática, rejeita as reivindicações de soberania da China, aprofundando as tensões na já delicada relação entre Pequim e Washington.
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