12/31/2024 08:50:00 PM

Especialistas em segurança aérea levantaram dúvidas sobre o posicionamento de um aterro no Aeroporto Internacional de Muan, onde um avião da Jeju Air sofreu um grave acidente no domingo (29). A aeronave, um Boeing 737-800, derrapou no final da pista durante uma aterrissagem de emergência, colidiu com a estrutura de concreto e areia e explodiu. O desastre resultou na morte de 175 passageiros e quatro dos seis tripulantes, sendo o pior acidente aéreo do país.
A causa que levou o piloto a insistir na aterrissagem de emergência ainda está sendo investigada. Entre as hipóteses, estão possíveis colisões com pássaros ou falhas nos sistemas de controle da aeronave.
Críticas ao posicionamento do aterro
O aterro, que abriga equipamentos de navegação, foi apontado como um fator crítico no acidente. Especialistas destacaram que a estrutura estava localizada muito próxima do final da pista, o que pode ter contribuído para a gravidade do impacto.“O problema é que aquele aterro, feito de concreto, estava exatamente no caminho. Isso não deveria acontecer em um aeroporto,” afirmou o capitão Ross Aimer, CEO da Aero Consulting Experts.
O manual de operações do aeroporto, atualizado no início de 2024, já alertava para o problema e recomendava a revisão do posicionamento do aterro durante uma expansão planejada.
Investigações em andamento
As autoridades sul-coreanas estão analisando os dados do gravador de voz do cockpit recuperado do local do acidente. Entretanto, o gravador de dados de voo estava sem um conector importante, o que pode dificultar a extração de informações sobre o que ocorreu na cabine.Além disso, todas as aeronaves do modelo B737-800 operadas na Coreia do Sul — um total de 101 aviões — estão sendo submetidas a inspeções, com prazo de conclusão até 3 de janeiro. O aeroporto de Muan permanecerá fechado até o dia 7 do mesmo mês.
Normas em debate
Segundo o Ministério dos Transportes, os aeroportos sul-coreanos seguem, em geral, as diretrizes da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), que recomenda uma área de segurança de 240 metros no final das pistas. No entanto, uma lei local permite ajustes nessa faixa, desde que não comprometam significativamente o desempenho do aeroporto.Especialistas agora pedem uma análise mais rigorosa das infraestruturas aeroportuárias para evitar que acidentes similares aconteçam no futuro.
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