12/20/2024 01:56:00 PM

Um estudante da Universidade George Mason, localizada na Virgínia, foi detido pelo FBI sob acusações de planejar um ataque em massa contra o consulado de Israel em Nova York. O suspeito, Abdullah Ezzeldin Taha Mohamed Hassan, enfrenta várias acusações federais, incluindo distribuição de informações sobre explosivos e intenção de assassinar pessoas protegidas internacionalmente, conforme consta em documentos judiciais apresentados no Tribunal Distrital dos EUA.
Hassan, cidadão egípcio e calouro do curso de tecnologia da informação, também está em processo de deportação. A universidade confirmou que ele está proibido de acessar o campus.
A investigação começou após uma denúncia sobre a presença ativa de Hassan nas redes sociais, onde ele supostamente administrava contas que promoviam violência contra judeus e glorificavam figuras como Osama bin Laden. As postagens foram rastreadas pelo FBI até o telefone e o endereço IP do campus universitário.
Agentes disfarçados estabeleceram contato com Hassan, que teria recrutado um deles para realizar o ataque. O suspeito compartilhou informações detalhadas, incluindo o endereço do consulado, instruções para fabricação de bombas e links para compra de armamentos.
O presidente da Universidade George Mason, Gregory Washington, destacou que a instituição está cooperando com as autoridades e avaliando possíveis violações do código de conduta estudantil.
A prisão ocorre em um contexto de aumento de ameaças contra judeus, palestinos e muçulmanos nos Estados Unidos, intensificadas pelos conflitos na Faixa de Gaza. Recentemente, a universidade também esteve no centro de outra polêmica envolvendo a suspensão de duas irmãs, líderes de um grupo pró-Palestina, após uma investigação policial que encontrou armas e materiais considerados ofensivos em sua residência.
Apesar de não haver conexão estabelecida entre os casos, o episódio reforça o debate sobre segurança no campus e a liberdade de expressão em um cenário de tensões crescentes. A comunidade acadêmica e grupos de direitos humanos têm exigido mais esclarecimentos sobre as ações da universidade e a revogação de medidas consideradas excessivas.
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