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Estudante egípcio é preso pelo FBI por planejar ataque ao consulado de Israel em Nova York


Um estudante da Universidade George Mason, localizada na Virgínia, foi detido pelo FBI sob acusações de planejar um ataque em massa contra o consulado de Israel em Nova York. O suspeito, Abdullah Ezzeldin Taha Mohamed Hassan, enfrenta várias acusações federais, incluindo distribuição de informações sobre explosivos e intenção de assassinar pessoas protegidas internacionalmente, conforme consta em documentos judiciais apresentados no Tribunal Distrital dos EUA.

Hassan, cidadão egípcio e calouro do curso de tecnologia da informação, também está em processo de deportação. A universidade confirmou que ele está proibido de acessar o campus.

A investigação começou após uma denúncia sobre a presença ativa de Hassan nas redes sociais, onde ele supostamente administrava contas que promoviam violência contra judeus e glorificavam figuras como Osama bin Laden. As postagens foram rastreadas pelo FBI até o telefone e o endereço IP do campus universitário.

Agentes disfarçados estabeleceram contato com Hassan, que teria recrutado um deles para realizar o ataque. O suspeito compartilhou informações detalhadas, incluindo o endereço do consulado, instruções para fabricação de bombas e links para compra de armamentos.

O presidente da Universidade George Mason, Gregory Washington, destacou que a instituição está cooperando com as autoridades e avaliando possíveis violações do código de conduta estudantil.

A prisão ocorre em um contexto de aumento de ameaças contra judeus, palestinos e muçulmanos nos Estados Unidos, intensificadas pelos conflitos na Faixa de Gaza. Recentemente, a universidade também esteve no centro de outra polêmica envolvendo a suspensão de duas irmãs, líderes de um grupo pró-Palestina, após uma investigação policial que encontrou armas e materiais considerados ofensivos em sua residência.

Apesar de não haver conexão estabelecida entre os casos, o episódio reforça o debate sobre segurança no campus e a liberdade de expressão em um cenário de tensões crescentes. A comunidade acadêmica e grupos de direitos humanos têm exigido mais esclarecimentos sobre as ações da universidade e a revogação de medidas consideradas excessivas.

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